'O Brasil tornou-se uma farsa grotesca, financiada com dinheiro público'. (Reprodução)

Por Marco Lacerda*

Atolado em denúncias de crimes escabrosos, o presidente desta República, em vez de provar sua inocência, tenta comprá-la e paga com nosso dinheiro o que parlamentares delinquentes pedem. Com a rejeição histórica de 77% dos eleitores, o tal presidente agarra-se faminto à tetas dos cofres públicos com o apoio descarado de veículos da imprensa outrora idôneos e isentos. Chamam isso de política.

O Senado, desafiando decisão do poder judiciário, quer livrar um de seus integrantes do afastamento das funções parlamentares, mesmo ciente de que o mesmo chafurda no lamaçal da corrupção. Proibido de sair à noite, o senador em questão passou a morar desde ontem, num condomínio do Rio que leva o sugestivo nome de Barra Music. Chamam isso de homem público.

O Judiciário, por sua vez, não perde chance de soltar crápulas condenados em muitas instâncias. Não parece interessado em combater a corrupção. Em alguns casos, associa-se a ela. Em linguagem repugnante (jurisdiquês?) seus integrantes exibem-se uns aos outros em rede nacional, sem tradução ou legenda,  demonstrando que a lentidão da Justiça abranda penas e faz pensar que o crime compensa.

Como a cereja podre do bolo, um ex-presidente – ‘a alma mais honesta do país’ – é desmoralizado em praça pública por um antigo parceiro ideológico, jogando por terra o mito de uma das maiores lideranças populares que o país conheceu. Mesmo sendo réu em vários processos, desmente, sem provas, rigorosamente todas as acusações que lhe são feitas. Pior: transfere para a mulher, já morta, a responsabilidade pelos crimes que cometeu. Chamam isso de integridade moral.

Trocando em miúdos: uma farsa grotesca, financiada com recursos públicos, dinheiro suado de quem, não raro, tira leite de pedras, arranca a vida com as mãos. 

Que ninguém se iluda: a guerra civil que acontece nas favelas do Rio é filha legítima dos bastardos acampados em Brasília, que arruínam diariamente a economia e a reputação do país, e se atrevem a legislar sobre o ensino de Religião nas escolas.

Há uma guerra contra o povo brasileiro declarada pelos três poderes da República: Executivo, Legislativo e Judiciário. Até quando? Desculpem, ia esquecendo. Ano que vem tem eleições. Haverá também um fundo eleitoral, isto é, dinheiro que será roubado de nós para escolhermos quem vai nos assaltar a partir de 2018. Iremos todos, mansamente, eleger novos facínoras em urnas fraudadas. Chamam isso de cidadania.

Avizinha-se a hora de pegar em armas. Pela Justiça, mesmo que contra a lei.

*Marco Lacerda é jornalista, escritor e Editor Especial do DomTotal.

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