ECONOMIA

Corecon/RS – 7.919

Caos – Prezados leitores, se vocês forem pais (ou não) imaginem a situação. Seu filho está ardendo em febre e durante a madrugada é preciso levá-lo até o posto de atendimento mais próximo. Chegando lá descobrem que desde o dia anterior a instalação não está mais atendendo por falta de médicos e recursos básicos. Indignação, sofrimento e desânimo, são alguns dos sentimentos sentidos por um casal da vida real que não pôde ser atendimento juntamente com o seu bebê de cinco meses em uma unidade hospitalar da USP em São Paulo. O motivo para o descaso foi a falta de dinheiro para manter a instituição. Enquanto isso aqui no estado os hospitais estão penando para manter-se de portas abertas. É por este motivo que sou defensor da constante vigilância sobre as finanças públicas. Para aqueles que acham que o erário é uma panaceia para tudo e para todos, está mais no que na hora de repensar para que serve o dinheiro público.  O Estado deve primeiramente suprir as necessidade básicas dos mais carentes, depois para as pessoas com melhores condições econômicas, para então começar os dispêndios em áreas menos relevantes. Posto que uma grande parte dos políticos continuará a acreditar na onipotência estatal, e certamente se elegerá com base em demagogia e falsos dogmas, muitos pais e mães precisarão ainda penar com o descaso nos setores primordiais para o bem-estar de qualquer indivíduo.

Raízes – A leitura de “Raízes do Brasil” de Sergio Buarque de Holanda ajudou-me a esclarecer alguns pontos obscuros sobre a cultura brasileira. Cito apenas uma passagem do livro a qual me identifiquei: O “modo de ser [do homem cordial] parece refletir-se em nosso pendor acentuado para o emprego dos diminutivos. A terminação “inho”, aposta às palavras, serve para nos familiarizar mais com as pessoas ou os objetos e, ao mesmo tempo, para lhes dar relevo. É a maneira de fazê-lo mais acessíveis aos sentidos e também de aproximá-los do coração.”

Um ótimo final de semana todos.

fernandobzuchetto@hotmail.com

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