ECONOMIA

Corecon/RS – 7.919

Sabe quem sou? – No Brasil tratamos a coisa pública como algo pessoal. Se o gestor busca otimizar as despesas e receitas, os diretamente atingidos tomam como se aquilo fosse feito somente para prejudicá-los, não visualizando o interesse coletivo, ou a simples necessidade de eficiência. Quando funcionários são demitidos, admitidos, promovidos ou rebaixados, eles consideram ser perseguição ou apadrinhamento, não há a mínima auto avaliação das ações e méritos, simplesmente a paixão. O outro lado da moeda ocorre quando alguém investido de poder começa a exercê-lo como se em casa estivesse, ou seja, as decisões são totalmente discricionárias, a seu bel prazer. Emprega-se pela amizade, e não pelo conhecimento, contrata-se pelo interesse individual, e não pelo público, beneficia-se pelo ganho recíproco e não pelo resultado direcionado à população. Passados 500 anos da colonização portuguesa, o legado da pessoalidade no trato com o público ainda permanece, e, talvez, ainda leve mais 500 anos para mudarmos.

Show – Parabenizo a administração pelo show de final de ano promovido na última terça-feira. Apesar de não ter ido, diversas pessoas próximas relataram-me a qualidade das apresentações e o alto comparecimento da população. Ano que vem buscarei apreciar tal evento, pois neste preferimos ficar em casa com o Ulisses. Odisseu ainda terá muitas aventuras pelos mares da vida.

Um ótimo final de semana todos.

fernandobzuchetto@hotmail.com

 

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