DEU GRÊMIO – (Gilberto R. da Silva – advogado)

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E O TRI VEIO – Na minha última coluna havia dito que o Grêmio teria de ter paciência e ser muito persistente para vencer a Copa Libertadores. Com times argentinos mais do que estratégico isso é fundamental porque mesmo nas derrotas eles vendem caro os resultados. E foi o que aconteceu. No primeiro jogo, apesar de não ter atuado bem, o tricolor foi “cirúrgico” e buscou a vitória quase no final da partida, mas sem se desorganizar ou atacar a equipe do Lanus de forma desesperada. Já o segundo confronto da grande finalíssima foi uma aula de como vencer um jogo decisivo fora de casa. Renato Portaluppi, treinador gremista, avisou que a melhor defesa era atacar o adversário. Ninguém acreditou. Nem os próprios torcedores gremistas. Acharam que era despiste. Porém, se analisarmos o histórico recente do Grêmio em competições no estilo “mata-mata” veremos que foi atacando o oponente dentro dos seus domínios que o time obteve seus melhores desempenhos. Na única exceção, a semifinal da Copa do Brasil deste ano contra o Cruzeiro, quando optou por esperar ser atacado e jogar no contra-ataque, veio a eliminação. Lição aprendida. Renato, que de bobo não tem nada, não vacilou dessa vez e mandou seus jogadores para cima do Lanus. Foi o fator surpresa do jogo final. E isso atordoou os argentinos que não sabiam o que fazer. Quando acordaram o primeiro tempo já havia acabado e a desvantagem era de dois gols. Dessa vez a equipe argentina não conseguiu outro “milagre” para reverter a derrota parcial. No final o tri da América se confirmou com todos os méritos para o Grêmio.

 

AGORA O MUNDIAL – Dentro de alguns dias o Grêmio começa a disputa do Mundial Interclubes em Abu Dhabi nos Emirados Árabes. O time entra na fase semifinal e enfrenta o Pachuca, do México, ou Wydad Casablanca, do Marrocos. Não haverá barbada nesse jogo e a torcida tricolor pode estar certa de uma coisa: o Grêmio leva muito a sério qualquer adversário. Essa é uma característica do grupo de jogadores e, especialmente, da filosofia de trabalho do técnico Renato: pensar as conquistas jogo a jogo. Assim, o mais importante é sempre o próximo adversário. Nunca projetando dez jogos à frente. Até porque as armadilhas e exemplos negativos no futebol já mostraram algumas vezes o perigo de se subestimar um adversário.

 

HÁ CHANCE DE TÍTULO? – Quem em sã consciência diria no início de 2016, depois de 15 anos sem grandes conquistas, que um ano depois estaríamos disputando novamente o Mundial Interclubes? Ou Mundial FIFA, como gostam de chamar os amigos colorados. E tudo isso depois do penta da Copa do Brasil e do Tri da Libertadores. Acho que poucos gremistas acreditavam nisso. E estamos aí, às vésperas de iniciar essa disputa. Então, penso que tudo é possível. E acredito ainda mais pelo fato de a Libertadores ter acabado há uma semana e estarmos com o time num alto nível de competitividade e muito mais leve depois do tri da América. Obvio que temos primeiro uma semifinal que certamente será dura e depois, possivelmente, o gigante Real Madri pela frente. Mas deve ser dito que o favoritismo do Real Madri de hoje não tem o mesmo tamanho do que o Barcelona de 2006 tinha quando foi derrotado pelo Inter. O Real ainda é muitíssimo mais candidato a vencer o mundial do que qualquer outro time que esteja na disputa, mas não é imbatível. E com a estrela do Renato brilhando do jeito que está não se pode duvidar de mais nada.

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