Por Gilvandro Filho, para o Jornalistas pela Democracia - Não se trata apenas de uma bomba. As revelações contidas na matéria publicada neste domingo pelo The Intercept constituem um bombardeio que estraçalha o que alguns ainda supunham haver de decência e de honestidade da Operação Lavajato – eram cada vez menos a acreditar nessa farsa, diga-se. Mostram a verdadeira face de uma operação que de combate à corrupção nunca teve nada.

Promovem o desmascaramento do atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, premiado com o cargo pelo que fez pela eleição do atual presidente e não pelo que poderá fazer pelo País. E escancaram o desmantelamento do esquema formado pelos procuradores capitaneados por Deltan Dallagnol, depois de Moro, o maior vilão da história toda.

A matéria aponta que não resta outro caminho para o Brasil além da anulação da eleição que levou Jair Bolsonaro à presidência da República. Os textos, divididos em quatro partes mostram o que todo mundo já desconfiava: o juiz de 1ª instância e capo da Operação Javajato foi o grande protagonista desta eleição. Graças a ele, a presidência foi entregue de mãos beijadas a Bolsonaro, após o ex-presidente Lula ter sido alijado, pelo próprio Moro, do processo eleitoral.

Essas revelações, em qualquer lugar do mundo onde a Justiça seja comandada com seriedade e isenção, seriam motivo suficiente para enquadrar de maneira definitiva os participantes de uma ação mafiosa que burlou a verdadeira vontade popular e eliminou o favorito da eleição presidencial de 2018. Uma eleição fraudada, como agora torna-se claro e de maneira categórica e indubitável.

 

Gilvandro Filho - Jornalista e compositor/letrista, tendo passado por veículos como Jornal do Commercio, O Globo e Jornal do Brasil, pela revista Veja e pela TV Globo, onde foi comentarista político. Ganhou três Prêmios Esso. Possui dois livros publicados: Bodas de Frevo e “Onde Está meu filho?”

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