Ex-deputado e advogado trabalhista, que tinha 79 anos, estava internado desde o final de julho em Porto Alegre; a causa da morte ainda não foi divulgada; durante o regime militar, Carlos Franklin Paixão Araújo ajudou a criar uma organização contra a ditadura, período em que conheceu Dilma

 

O ex-marido de Dilma Rousseff, o advogado e ex-deputado estadual Carlos Franklin Paixão de Araújo morreu aos 79 anos, na madrugada deste sábado, no Complexo da Santa Casa, em Porto Alegre. Ele havia sido internado no último dia 25 de julho com quadro de cirrose medicamentosa. Durante o tratamento, Dilma realizou algumas visitas ao ex-marido. A ex-presidente estava no Rio de Janeiro participando de um evento na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e está retornando para Porto Alegre. 

 

Carlos Araújo era político histórico do PDT, partido do qual se afastou no ano de 2000, junto com Dilma e outros correligionários. Ele retornou à sigla em 2013, partido que ajudou a fundar com o ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, Leonel Brizola.

 

 

 Leia entrevista de Araújo sobre o impeachment de Dilma em 2016

 

Ex-guerrilheiro, Araújo é reconhecido como um defensor das ideias de esquerda e do trabalhismo. Durante a gestão de Dilma Rousseff na presidência e mesmo após o impeachment, foi uma das pessoas mais próximas da petista.

 

Ainda não há informações sobre os atos fúnebres. O presidente regional do PDT, Pompeo de Mattos, disse em entrevista para a Rádio Guaíba que gostaria que velório ocorresse na Assembleia Legislativa. "É um dia triste, que vai marcar de forma muito profunda na memória de quem tinha relações com Carlos Araújo", destacou. 

 

"(Araújo) era uma referência. Foi nosso candidato a prefeito em 1992. Um ativista, homem de articulação muito profunda, de conhecimento político muito relevante. Colocou em risco a sua próporia vida para lutar contra a ditadura militar, ao lado da Dilma Rousseff", lembrou Pompeo de Mattos. "Tinha um convívio muito grande com o (ex-governador Leonel) Brizola. Brizola o ouvia e o respeitava". 

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