A Justiça determinou a devolução dos bens apreendidos pela polícia na casa de Marcos Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, em Paulínia (SP), depois de ter feito busca e apreensão na residência com base numa denúncia anônima de uso de drogas e armas; a Justiça disse que nada relacionado aos crimes foi encontrado na casa; o delegado da Polícia Civil que liderou a operação, Rodrigo Galazzo, foi afastado do cargo nesta quarta-feira 11

 

12 DE OUTUBRO DE 2017 ÀS 08:34 //

 

247 - Depois de cometer abuso contra Marcos Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, a Justiça determinou a devolução dos bens apreendidos pela polícia em sua casa, em Paulínia, interior de São Paulo.

A Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na residência com base em uma denúncia anônima de uso de drogas e armas, feita por telefone. A Justiça disse que nada relacionado aos crimes foi encontrado na casa.

Mesmo sem encontrar nada ilícito, a polícia apreendeu documentos e computadores, sob o argumento de possível relação com o crime. Após um pedido feito pela defesa de Marcos Claudio, porém, os objetos apreendidos foram devolvidos por não apresentarem nenhuma evidência de prática criminosa.

O delegado que liderou a operação, Rodrigo Galazzo, foi afastado do cargo nesta quarta-feira 11 pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. O secretário Mágino Alves Barbosa determinou a abertura de procedimento administrativo "para apurar em que condições ocorreu a diligência de buscas".

A bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo questionou o secretário sobre a ação, denunciando perseguição a Lula. Os deputados estaduais identificaram que, no mandado de busca, havia dois endereços de Marcos, um antigo e o atual. E apontaram que esta seria a prova da perseguição, uma vez que, se a denúncia havia sido feita sobre uma casa específica, não haveria motivos para ter dois endereços de Marcos no documento (leia mais).

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