O governador do Estado, José Ivo Sartori (PMDB), assinou com o Grupo Zaffari, o contrato de permuta do terreno da Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH). Em troca, a Companhia irá construir um presídio com 416 vagas ao lado da Cadeia Pública de Porto Alegre (Presídio Central), na zona leste da Capital gaúcha; a área onde será executado o projeto conta com 5,1 mil metros quadrados; a obra está orçada em R$ 28 milhões; "É bom que se tome conhecimento para saber do valor e daquilo que está sendo colocado nesta área, que não seria possível em outras condições, se não houvesse essa permuta de imóveis", afirmou o líder do Executivo Estadual, José Ivo Sartori

 

6 DE DEZEMBRO DE 2017 ÀS 15:15 //

Cristiano Goulart, Sul 21 - O governador do Estado, José Ivo Sartori (PMDB), assinou com o Grupo Zaffari, na manhã desta quarta-feira (6), o contrato de permuta do terreno da Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH). Em troca, a Companhia irá construir um presídio com 416 vagas ao lado da Cadeia Pública de Porto Alegre (Presídio Central), na zona leste da Capital gaúcha. A área onde será executado o projeto conta com 5,1 mil metros quadrados. A obra está orçada em R$ 28 milhões.

"É bom que se tome conhecimento para saber do valor e daquilo que está sendo colocado nesta área, que não seria possível em outras condições, se não houvesse essa permuta de imóveis", afirmou nesta manhã o líder do Executivo Estadual, José Ivo Sartori.

A previsão inicial do Governo do Estado, no entanto, era de trocar o terreno da FDRH por um presídio de mil vagas. Foi com base nesta capacidade prevista que os deputados estaduais aprovaram, em setembro do ano passado, o projeto de lei que permitiu trocar imóveis do Piratini pela construção de estruturas penitenciárias. Porém, o empreendimento orçado só é suficiente para comportar 416 detentos, menos da metade da previsão inicial.

"As vagas correspondem ao valor do imóvel. Não adianta querer exigir mil vagas para um imóvel equivalente a quatrocentas e tantas vagas. Por qual motivo? Porque a empresa não vai aceitar, óbvio. Há uma operação de avaliação do imóvel e quantas vagas dá para ser construída. Talvez, em algum momento, (...) alguém imaginou que daria para construir as mil vagas", afirmou Cezar Schirmer, secretário da Segurança Pública do Estado, ao ser questionado sobre o assunto.

O Grupo Zaffari pretende iniciar as obras ainda nesta semana e concluí-las em oito meses. A ocupação da nova casa deve ocorrer, no máximo, dois meses após a conclusão dos trabalhos. O empreendimento seguirá os mesmos moldes da Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan), que conta com parlatórios, solários, sala de aula, sala de estudos, sala de revista, recepção e espera de visitas, celas para visitas íntimas, alojamento e refeitório, reservatório, administração, gerador, estacionamento, cozinha e lavanderia. O terreno da FDRH só será entregue ao Grupo Zaffari após a conclusão das obras do presídio.

Prédio da FDRH deve ser desocupado em cinco meses

A Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH) foi um dos órgãos extintos pelo Governo do Estado em dezembro de 2016. No entanto, cerca de 400 funcionários públicos seguem trabalhando na sede da Fundação, localizada entre a Av. Borges de Medeiros e a Av. Praia de Belas. De acordo com a assessoria de imprensa da FDRH, os servidores devem deixar prédio até o mês de abril de 2018.

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