O líder do PT na Câmara, Paulo Lula Pimenta (RS), anunciou nesta quinta-feira (12) que o partido deverá representar no STF contra a procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, pelo crime prevaricação; medida deverá ser efetiva se ficar comprovado que a chefe do Ministério Público deixou de investigar denúncias de tráfico de influência e outros crimes supostamente praticados por procuradores que integram a Operação Lava Jato, conduzida por Sérgio Moro; na denúncia encaminhada à PGR, a Bancada do PT expôs farta documentação obtida do advogado Rodrigo Tacla Durán na CPMI da JBS

 

12 DE ABRIL DE 2018 ÀS 19:23 //

 

247 - O líder do PT na Câmara, Paulo Lula Pimenta (RS), anunciou nesta quinta-feira (12) que o partido deverá protocolar representação no Supremo Tribunal Federal contra a procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, pelo crime prevaricação.

Medida deverá ser efetiva se ficar comprovado que a chefe do Ministério Público deixou de investigar denúncias de tráfico de influência e outros crimes supostamente praticados por procuradores que integram a Operação Lava Jato, conduzida por Sérgio Moro.

De acordo com informações do PT na Câmara, as denúncias foram feitas pela bancada à PGR em dezembro último e na quarta-feira (11) foram reiteradas pelo ministro Gilmar Mendes, durante sessão do STF. Porém, até agora nenhuma informação foi dada sobre eventuais providências acerca do pedido encaminhado pela bancada, com base em denúncias feitas pelo ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Durán, que apontou fortes indícios de crime no âmbito da Lava Jato, como tráfico de influência, falsificação de documentos e prevaricação.

Segundo Paulo Pimenta, cópias dos documentos encaminhados à PGR serão entregues também a Gilmar Mendes. "Caso fique comprovado que não houve a investigação por parte da PGR, vamos analisar a possibilidade de representar por prevaricação contra a procuradora-geral, que está protegendo e não investigando", afirmou.

Na denúncia encaminhada à PGR, a Bancada do PT expôs farta documentação obtida do advogado Rodrigo Tacla Durán na CPMI da JBS. Ele trouxe um conjunto de denúncias importantes com documentos, com extratos, com perícias, que mostram evidências de possíveis ilegalidades que tenham ocorrido nas investigações da Lava Jato.

Uma das denúncias feitas por Tacla Durán revelou o chamado "esquema Zucolotto", que põe em xeque os acordos de delação premiada da Lava Jato. Duran apontou o advogado Carlos Zucolotto – amigo próximo do juiz Sérgio Moro e ex-sócio de sua esposa, Rosângela Moro – como intermediador do seu acordo de delação com o Ministério Público. Disse ainda que o amigo da família Moro foi autor de uma proposta de redução de US$ 10 milhões na multa a ser cobrada de Durán, caso ele fizesse um pagamento de US$ 5 milhões "por fora".

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