Leite e Sartori

Na medida em que era uma disputa entre dois projetos, a eleição no Rio Grande do Sul foi decidida no primeiro turno.

A disputa entre Eduardo Leite e Ivo Sartori no segundo turno, qualquer que seja o resultado, já consagrou a vitória do projeto neoliberal, que tem por premissa o ajuste fiscal e a redução do Estado.

O projeto social desenvolvimentista, representado por Miguel Rossetto, do PT, e Jairo Jorge, do PDT, foi repelido nas urnas deste domingo 7 de outubro de 2018.

“Ao Estado cabe cuidar da Segurança, Saúde, Educação e, no mais, proporcionar um ambiente propício ao empreendedor privado, através de concessões, privatizações, terceirizações, alienações. O motor privado é que vai ativar a roda da economia.

A estrutura do Estado tem que se adequar a esse tamanho mínimo, através da  redução de funcionários, demissões voluntárias, cortes de benefícios. Para chegar ao ideal de não gastar mais do que arrecada”.

Em linhas gerais, esta é a cartilha de Sartori e de Eduardo Leite.

Inclusive, a âncora de ambos para alcançar o equilíbrio das contas pública é a mesma: o Regime de Recuperação Fiscal, criado pelo presidente Michel Temer para enquadrar no seu programa de ajuste os Estados em crise financeira, entre os quais o RS era um dos três piores, depois do Rio e Minas.

Ambos contam com um acordo que ainda não foi fechado, para ficar três anos sem pagar a dívida com a União, economizando mais de R$ 11 bilhões.

Ambos contam também com a renovação do ICMS aumentado para energia e combustíveis, que vigora desde o início do governo Sartori.

Ambos começaram na política estudantil, ambos foram prefeitos de cidades importantes, Caxias e Pelotas.

A diferença é que Sartori, aos 70 anos, vai pedir voto em nome da experiência e do trabalho já iniciado.

Leite, de 33 anos, vai invocar o novo e dizer que pode fazer mais em quatro anos.

 

POR:  - jornal JA-POA///

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