Pompeo de Mattos diz que decisão será tomada em votação | Foto: Maia Rubim/Sul21

Por Luís Eduardo Gomes

A reunião da executiva estadual do PDT no Rio Grande do Sul, realizada nesta terça-feira (9), não chegou a um consenso sobre quem o partido irá apoiar ou se irá apoiar alguém no segundo turno da disputa pelo Palácio Piratini. O presidente estadual da legenda, deputado federal Pompeo de Mattos, confirmou que não houve consenso e que foi convocada uma reunião do diretório estadual para a próxima segunda-feira (15), em que os filiados ao partido terão a oportunidade de decidir. O PDT participou do primeiro turno com a candidatura de Jairo Jorge, que ficou em quarto lugar.

Pompeo disse que o partido tomará três decisões na próxima segunda. A primeira delas é se já irá declarar, antes do resultado do segundo turno, que será oposição ao próximo governo ou se poderá deixar em aberto a possibilidade de compor a base aliada do próximo governador. “Vamos deixar isso decidido antecipadamente, para evitar qualquer questão. Não importa quem ganhe”, disse o deputado, sinalizando a tendência do partido a ficar na oposição.

A segunda votação é se irá recomendar o voto em algum candidato ou optará pela neutralidade. Caso se opte por uma recomendação de voto, a terceira decisão será se o apoio irá para Eduardo Leite (PSDB) ou José Ivo Sartori (MDB). “Se fizer essa indicação, será um voto crítico, sem participar da campanha”, afirmou.

Pompeo viajou nesta terça para Brasília, onde amanhã participará de reunião da executiva nacional do PDT que definirá a posição do partido sobre o segundo turno presidencial entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). Ele diz que a tendência é o partido optar pelo “apoio crítico” à campanha de Haddad, também sem fazer campanha. Definida a posição nacional, o PDT-RS deve seguir a mesma linha, disse o deputado.

 

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