O ex-presidente Lula poderá conceder as entrevistas solicitadas pelos jornalistas Florestan Fernandes Júnior e Mônica Bergamo; a decisão foi tomada pelo ministro Ricardo Lewandoski, que ordena o ministro Dias Toffoli a acatar os pedidos; as entrevistas deveriam ter ocorrido durante o processo eleitoral, mas Lula foi censurado porque, no entendimento de Toffoli, a voz de Lula poderia tumultuar as eleições; agora, com Jair Bolsonaro já eleito, não haveria mais este risco

 

4 DE DEZEMBRO DE 2018 ÀS 10:30 //

 

Da revista Fórum  Em despacho nesta segunda-feira (3), o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF) ordenou o presidente da Corte, Dias Toffoli, a liberação de entrevistas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos jornalistas Florestan Fernandes Júnior e Mônica Bergamo.

Segundo o documento, “não há mais o suposto risco de interferência no pleito”. “Ou seja, a fundamentação utilizada para o reconhecimento do fumus boni iuris e do periculum in mora foi esvaziada após a realização da Eleição/2018, pela qual o povo brasileiro já conhece o futuro Presidente da República. Portanto, não há mais o suposto risco de interferência no pleito, pelo que cumpre restaurar, sem mais delongas, a ordem constitucional e o regime democrático que prestigia a liberdade de expressão e de imprensa”.

Lewandowski, então, ordena o “imediato cumprimento da decisão”. “Isso posto, encaminho esta petição ao Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Dias Toffoli, para que, em face do trânsito em julgado da decisão que julgou procedente o mérito da reclamação, decrete, se assim o entender, a prejudicialidade da SL 1.178/DF, a teor do disposto no art. 4°, § 9°, da Lei 8.437/1992 e da Súmula 626/STF, determinando o imediato cumprimento da decisão proferida na Reclamação 31.965/PR”.

 
 

0 comentários | Escrever comentário