O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, afirma que a Receita Federal não pode ser convertida numa Gestapo; ele diz: "a Receita não pode ser convertida numa Gestapo ou num organismo de pistolagem de juízes e promotores (...) Agora, se eles fazem isso com ministro do STF, o que não estarão fazendo com o cidadão comum?"; Mendes vê uso político do órgão na apuração sobre possível lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio – e avalia processar os auditores fiscais que conduzem a investigação

9 DE FEVEREIRO DE 2019 ÀS 08:39 //

247 - O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, afirma que a Receita Federal não pode ser convertida numa Gestapo. Ele diz: "a Receita não pode ser convertida numa Gestapo ou num organismo de pistolagem de juízes e promotores (...) Agora, se eles fazem isso com ministro do STF, o que não estarão fazendo com o cidadão comum?" Mendes vê uso político do órgão na apuração sobre possível lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio – e avalia processar os auditores fiscais responsáveis pela investigação.

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que "o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, pediu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e ao secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, que adotem 'providências cabíveis' em torno de uma apuração de auditores fiscais da Receita Federal sobre possíveis fraudes de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência por parte de Gilmar Mendes e familiares."

A matéria acrescenta: "em nota, o Instituto de Garantias Penais (IGP) criticou a atuação da Receita Federal no caso, sob a alegação de que há um 'verdadeiro masoquismo institucional, constituído no vazamento de uma bisbilhotice perseguidora por parte de agentes estatais que na normalidade deveriam estar, isso sim, fiscalizando a tributação federal e restituindo impostos ao Estado'."

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