Num novo capítulo de sua guerra contra o clã Bolsonaro, a Globo resolveu bater duro na ministra de Direitos Humanos, Damares Alves, expondo algumas de suas mentiras mais grotescas, durante o programa Fantástico; no vídeo, Damares afirma: "há 16 anos atrás falávamos que estaríamos uma ditadura gay no Brasil"; em outro trecho, a titular da pasta diz: "na Europa ensinam que precisamos aprender a masturbar nossos bebês a partir dos sete meses de idade"; no fim, a apresentadora pede desculpas por mostrar cenas de uma ministra que expõe o Brasil ao ridículo

11 DE FEVEREIRO DE 2019 ÀS 11:04 // 

247 - A Rede Globo resolveu bater duro na ministra de Direitos Humanos, Damares Alves, expondo algumas declarações polêmicas dela, durante o programa Fantástico, e classificando-as como mentira ou verdade.

No vídeo, Damares afirma: "há 16 anos atrás falávamos que estaríamos uma ditadura gay no Brasil. O que estamos vivendo hoje? Uma ditadura gay" - posição classificada como inverídica pela emissora.

Em outro trecho, a titular da pasta diz: "na Europa já está influenciando que precisamos aprender a masturbar nossos bebês a partir dos sete meses de idade" - também apontada como mentira, assim como a declaração a seguir:

"Tarefa de casa em português era o seguinte: no final de semana ela tinha que dar um beijo em três meninos e um selinho em três meninas".

 No final do vídeo, Damares acrescenta: "eles (o povo) pensa que nós somos idiotas, bobos" - neste caso, a Globo apontou como verdade.

Declarações polêmicas

A ministra de Direitos Humanos, Damares Alves, tem causado polêmicas diante de suas declarações no mínimo duvidosas. Em palestra, ela disse que "hoje não é mais poligamia. Agora é o poliamor: o homem pode ter quantas mulheres ele quiser ao mesmo tempo e quantos homens ele quiser ao mesmo tempo. Um homem no Brasil poderá casar com quatro, cinco homens ao mesmo tempo.

No mês passado circulou um vídeo na internet no qual ela diz ter início uma "nova era" no Brasil, onde "menino veste azul e menina veste rosa".

Em 2013, a ministra disse que a Igreja perdeu espaço na sociedade brasileira ao "deixar" a "teoria da evolução entrar nas escolas" - na ocasião ela foi questionada sobre o papel da Igreja na política, e sinalizar que os evangélicos precisavam ocupar o espaço da ciência.

"A Igreja Evangélica perdeu espaço na História. Nós perdemos o espaço na ciência quando nós deixamos a teoria da evolução entrar nas escolas. Quando nós não questionamos. Quando nós não fomos ocupar a ciência. A Igreja Evangélica deixou a ciência para lá. 'Ah, vamos deixar a ciência caminhar sozinha'. E aí cientistas tomaram conta dessa área. E nós nos afastamos", disse ela em entrevista à pastora Cynthia Ferreira, do portal "Fé em Jesus".

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