Uma greve da categoria, que se diz traída pelo presidente, não está descartada. Eles vão deliberar sobre uma paralisação de 48 horas.

 

Policiais ligados à União protestaram contra o texto da reforma nessa quinta na Câmara. (Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

A derrubada do destaque 40, do PSD, que tratava sobre as categorias da segurança pública, inflamou os ânimos na Câmara. Representantes das polícias federais e guardas municipais que acompanhavam a votação dentro da sala da comissão especial entoaram gritos de "Bolsonaro traidor!", "Joice traidora" e "O PSL traiu a polícia do Brasil". 

Os manifestantes acabaram se retirando da sala, mas os protestos seguiram pelos corredores. O deputado Hugo Leal (PSD-RJ) estava do lado de fora e, ao contrário do presidente da República, foi aclamado pelos policiais. Ele era o autor da emenda que pedia a mudança nas regras. 

Os policiais ficaram pelos corredores e gravaram vídeos para suas bases, onde chamam o presidente da República de "traidor". O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), também foi hostilizado pelos manifestantes ao passar pelos corredores, além de "traidor", os policiais também direcionaram alguns xingamentos ao militar. 

Coordenador da União dos Policiais do Brasil e presidente da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), André Luiz Gutierrez não descarta uma possível greve da categoria. Como foi decidido na nossa manifestação de terça-feira que dependendo do resultado aqui nós deliberaríamos sobre uma paralisação de 48 horas. Será que o brasileiro vai sentir falta da polícia?", disse. "Ficamos em um mato sem cachorro, traídos pelo Bolsonaro e visto como privilegiados pela população e sendo usados como joguetes para atingir tanto PSL como Bolsonaro", disse.

O presidente da Conferência Nacional das Guardas Municipais (ConGM), Oséias Francisco da Silva, disse que a decepção da categoria é grande. "Bolsonaro, o governo desrespeita as guardas e não nos reconhecem como polícia", disse. "A guarda municipal não está no direito da aposentadoria especial que está na PEC. Ou seja, todas as polícias vão poder se aposentar com 55 anos de idade, já a GM vai ter de trabalhar até 65 anos de idade", afirmou.


Agência Estado/Dom Total

 

 

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