"Atacar a imprensa com acusações falsas de caráter sexual é baixaria com características de difamação", afirmou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Na CPMI das Fake News, um ex-funcionário da empresa Yacows acusou a jornalista da Folha Patrícia Campos Mello de se insinuar sexualmente com o objetivo de conseguir informações para uma matéria
 
 
12 de fevereiro de 2020, 17:35 h (Foto: Divulgação)
 
 
 
 
 
 
 
247 - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), repudiou as declaração de Hans River do Rio Nascimento, que trabalhou para a Yacows, empresa especializada em marketing digital e que fez disparos de mensagens durante a campanha eleitoral de 2018. Em depoimento na CPMI das Fake News, o ex-funcionário acusou a jornalista da Folha de S.Paulo Patrícia Campos Mello de insinuar sexualmente com o objetivo de conseguir informações para uma matéria. "Dar falso testemunho numa comissão do Congresso é crime. Atacar a imprensa com acusações falsas de caráter sexual é baixaria com características de difamação.
 
Falso testemunho, difamação e sexismo têm de ser punidos no rigor da lei", escreveu o parlamentar no Twitter. Em 2018, Patrícia Campos Mello assinou uma reportagem denunciando uma campanh ilegal financiada por empresas para divulgar fake-news (notícias falsas) no WhatsApp com o objetivo de prejudicar o então presidenciável Fernando Haddad (PT) e favorecer Jair Bolsonaro. A matéria apontou, ainda, que cada contrato chega a R$ 12 milhões e, entre as empresas compradoras, está a Havan. Segundo mesmo jornal, em outubro do ano passado, o WhatsApp admitiu pela primeira vez que a eleição brasileira de 2018 teve uso de envios massivos de mensagens.
 
“Na eleição brasileira do ano passado houve a atuação de empresas fornecedoras de envios massivos de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir um grande número de pessoas”, afirmou Ben Supple, gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, em palestra no Festival Gabo.
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