Para "evitar" conflito de interesses, secretário de Comunicação de Jair Bolsonaro fez a sugestão ao Conselho de Ética Pública da Presidência.

 

Fábio Wajngarten (Foto: Alan Santos/PR)

 

 

O chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Fabio Wajngarten, apresentou sua defesa à Comissão de Ética Pública da Presidência nesta quinta-feira (13) em razão das denúncias sobre suposto esquema de corrupção montado por ele na pasta. Segundo Fábio Fabrini e Julio Wiziack, da Folha de S. Paulo, no documento apresentado ao colegiado, o secretário deu como solução para o imbróglio a transferência de suas ações na empresa FW Comunicação para a esposa, a publicitária Sophie Wajngarten. Ele possui 95% de participação societária. A FW, empresa pertencente a Wajngarten que oferece ao mercado um serviço conhecido como Controle da Concorrência, é o centro do escândalo que estourou no governo envolvendo o secretário. A empresa tem contratos com ao menos cinco empresas que recebem do governo, entre elas a Band e a Record, cujas participações na verba publicitária da Secom vêm crescendo. Wajngarten também sugere que a presidência do grupo também seja assumira por Sophie. Hoje quem comanda a FW é Fabio Liberman, irmão de Sammy Liberman – número 2 da Secom. A remoção de Liberman da presidência foi uma sugestão de ministros do governo Bolsonaro. Eles também teriam aconselhado o secretário a não mais assinar contratos públicos com grupos de mídia que são clientes da empresa dele.

 

Comissão de Ética

 

A Comissão de Ética Pública é vinculada ao Presidente da República e tem como objetivo revisar normas que dispõem sobre conduta ética na Administração Pública Federal, elaborar e propor a instituição do Código de Conduta das Autoridades, no âmbito do Poder Executivo Federal.

 

 

 

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