Presidente da Comissão de Ética da Presidência da República, Paulo Henrique Lucon, afirmou que "a tendência do colegiado será determinar que o sr. Ministro se manifeste" sobre o assunto ainda este mês. Um dos veículos atacados pela ação de Weintraub foi o Brasil 247

21 de maio de 2020, 11:40 h

 

MEC é comandado por Abraham Weintraub (Foto: Divulgação)

 

 

247 - O ministro da educação, Abraham Weintraub, deverá prestar explicações à Comissão de Ética da Presidência da República por utilizar assessores da pasta como advogados em ações judiciais de interesse particular movidas por ele contra a mídia, como o Brasil 247, Fórum e Valor Econômico. Segundo reportagem do jornal O Globo, o presidente da comissão, Paulo Henrique Lucon, afirmou que "a tendência do colegiado será determinar que o sr. Ministro se manifeste" sobre o assunto no dia 26 deste mês, data prevista a realização da próxima reunião do grupo.

Nesta terça-feira (20), o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) ingressou com uma representação contra Weintraub junto ao colegiado por conta da denúncia. Na representação, o parlamentar registra que “seja solicitado aos representados a apresentação dos contratos firmados para a prestação dos serviços de advocacia privada ao Ministro de Estado, bem como de comprovantes que demonstrem que os referidos servidores dedicam-se integralmente às funções inerentes aos cargos". O ministério nega a existência de irregularidades e sustenta que os advogados foram pagos pelo próprio ministro.

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