247 - Desde que Fabrício Queiroz foi preso em uma casa que pertence ao advogado Frederick Wasseff, na última quinta-feira, Jair Bolsonaro e seu entorno têm "pisado em ovos" para não melindrar o agora ex-defensor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

 

No Palácio do Planalto, Wassef é tratado como um "homem-bomba", que exige toda a cautela. A reportagem é do jornal O Globo. O presidente e sua família temem uma eventual reação destemperada do advogado diante de um rompimento brusco. A cúpula do Planalto mantém no radar a possibilidade da prisão de Wassef caso sejam identificados indícios de crime na sua relação com Queiroz, ex-policial militar do Rio que atuou como assessor parlamentar de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e é amigo de longa data do presidente. Nos bastidores, outro diagnóstico é que Bolsonaro e Flávio erraram a não terem escolhido um "medalhão" desde o início do caso.

A reportagem relembra que, na noite de domingo, Wassef informou, em entrevista ao canal CNN Brasil, que deixaria a defesa de Flávio no processo em que o parlamentar é investigado por movimentações financeiras suspeitas. Ele disse não ter feito nada de errado, mas que deixaria a causa porque, segundo ele, a mídia tem se aproveitado da situação para atacar o senador e o pai. Flávio foi imediatamente ao Twitter declarar que "a lealdade e a competência do advogado Frederick Wassef são ímpares e insubstituíveis". Contudo, por decisão dele e contra a minha vontade, acreditando que está sendo usado para prejudicar a mim e ao presidente Bolsonaro, deixa a causa mesmo ciente de que nada fez de errado", escreveu. O senador e o próprio Wassef diziam, nos últimos meses, não terem conhecimento de onde estava Fabrício Queiroz.

 

 

Brasil 247

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