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“Definido como o grande obstáculo, um homem sentado sobre o destino do país, a resposta simples seria removê-lo. Mas as circunstâncias exigem um esforço combinado, de tal forma que a luta pela vida seja também um passo para afastá-lo”, acrescenta., diz o jornalista e escritor Fernando Gabeira

11 de janeiro de 2021, 08:20 h (Foto: ABR)

 

 

247 - O jornalista e escritor Fernando Gabeira, que apoiou Jair Bolsonaro contra Fernando Haddad na eleição presidencial de 2018, afirma em sua coluna no jornal O Globo que “há um homem sentado sobre o destino do Brasil, e suas pesadas e incômodas nádegas não permitem avanço e provocam mortes” e que é preciso um "um esforço combinado" para afastá-lo do poder. “Definido como o grande obstáculo, um homem sentado sobre o destino do país, a resposta simples seria removê-lo. Mas as circunstâncias exigem um esforço combinado, de tal forma que a luta pela vida seja também um passo para afastá-lo. Os dois fatores estão entrelaçados”, diz Gabeira “Ultrapassamos os 200 mil mortes. Não podemos dizer que Bolsonaro seja responsável por todas. Mas algumas, várias delas, devem-se a sua escolha e já bastariam para pesar eternamente na consciência de um homem do bem”, diz Gabeira sobre a condução de Bolsonaro no combate à pandemia. “Nem sempre é fácil se livrar desse fardo. Nos Estados Unidos, finalmente, Trump será despachado, como um desses espíritos que se recusam a desencarnar”, diz. “Não há o que temer no processo de despachar essas figuras nefastas, desde que, é claro, se façam previsões corretas e preparações adequadas”, completa Gabeira.

Para ele, Bolsonaro “sabotou” resposta ao coronavírus “Como se não bastasse, demitiu os ministros da Saúde que a aceitavam. Fomos reduzidos a reações atomizadas que, embora fiéis à orientação científica, não têm a mesma eficácia de uma coordenação central”, avalia. “O problema agora é a existência da pandemia. Se Bolsonaro estivesse sentado apenas sobre o progresso econômico, o nível de gravidade seria menor. No momento, estamos lutando desesperadamente para salvar vidas, num contexto social em que a fome ronda milhões”, afirma.

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