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Presidente Lula inaugura Polo Naval no Rio Grande do Sul

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou oficialmente, hoje (21), em Rio Grande, no sul do Estado do Rio Grande do Sul, o polo naval, um investimento da Petrobras. A área de 430 mil metros quadrados, em que serão construídas e reparadas plataformas de petróleo, transforma o município gaúcho num dos maiores polos da indústria naval brasileira. Centenas de trabalhadores aguardavam o presidente, que chegou ao complexo pouco depois do meio-dia.

Acompanhado de uma comitiva de ministros, do presidente da Petrobrás, Sergio Cabrielli, e do governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, Lula se dirigiu ao Estaleiro Rio Grande. Ao chegar à principal instalação do Polo Naval, conheceu o Dique Seco que, com 350 m de comprimento, 130 m de largura e 17,1 m de altura, é considerado o segundo maior do mundo.

Em seu discurso, o Presidente Lula ressaltou a qualidade dos trabalhadores brasileiros e ressaltou o quanto eles são fundamentais para o país. “Trabalhador não tem que bater palma pra político, trabalhador pode ser político, pode ser presidente da república”, afirmou. Ainda em sua fala, Lula relembrou os tempos em que “achavam que eu era louco, que eu estava mentindo, quando dizia que era possível fazer plataformas aqui”. Sobre as mudanças que estão acontecendo no país, Lula disse que “antes tínhamos complexo de vira-lata, estávamos predestinados a ser importador de coisas que no passado sabíamos fazer, hoje estamos mudando isso”. E concluiu: “O trabalhador pode andar de cabeça erguida”.

Sérgio Gabrielli / Foto Raquel Santos

O Presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, salientou a importância desse investimento. “O dique seco é o maior da América do Sul, é o segundo maior do mundo”, afirmou. “Há quatro anos estivemos aqui para anunciar o que faríamos. Hoje estamos aqui, num momento muito importante. É uma nova forma de progresso para essa região”, ressaltou Gabrielli.

A cerimônia contou com as presenças dos ministros Pedro Brito, da Secretaria Nacional dos Portos, e Fernando Haddad, da Educação, do vice-prefeito de Rio Grande, Adinelson Troca, do presidente da Câmara Municipal de Rio Grande, vereador Renato Albuquerque, do deputado federal Fernando Marroni (PT), do reitor da Universidade Federal do Rio Grande, João Carlos Cousin, do Superintendente do Porto do Rio Grande, Jayme Ramis, do governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e de seu vice, Beto Grill.

Estaleiro Rio Grande / Foto Raquel Santos

O Polo Naval

Com 430 mil metros quadrados e com capacidade para produzir simultaneamente até duas plataformas, o Polo Naval de Rio Grande é um dos grandes pontos da revitalização da indústria naval brasileira. O Dique Seco possui um pórtico com capacidade para erguer até 600 toneladas e ainda poderão ser docadas plataformas ou navios para realização de reformas ou reparos.

O Estaleiro Rio Grande, onde fica localizado o dique seco, já está em funcionamento. A plataforma P-55 está sendo construída em duas partes. Uma no município gaúcho e outra em Pernambuco. A união será feita no complexo rio-grandino. No próximo ano, oito cascos para plataforma serão construídos e a Petrobras possui direito exclusivo de uso das instalações pelos próximos 10 anos.

Tarso Genro / Foto Raquel Santos

Futuro

O governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, foi o primeiro a falar. Ele afirmou a a importância desta data. Segundo Tarso, este dia “cria três desmentidos”. O “primeiro desmentido é o fato de que o Brasil pode sim ter investimentos no mesmo nível dos países desenvolvidos quando alguns não acreditavam nisso”. O segundo “é de que o Estado do Rio Grande do Sul pudesse ser protagonista economicamente”. E o terceiro, segundo o governador eleito, é de que com um governo responsável é possível sentir as necessidades da população, e esse governo [do Presidente Lula] sabe olhar para a base da sociedade”. Sob aplausos do público presente, Tarso deixou o palco para se retornar a Porto Alegre, onde se encontra com a candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff.

Investimento Brasileiro

Em seu discurso, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, afirmou que “esse dique seco é uma parte do polo naval. No entorno dele várias coisas acontecem”. Sob o olhar atento dos trabalhadores, que ajudaram a construir o estaleiro e que hoje trabalham na construção da P-55, Gabrielli foi aplaudido ao dizer que “os trabalhadores daqui vão mostrar que são tão bons ou melhores que os do resto do mundo”

Ainda reafirmou que o trabalho do Polo Naval Gaúcho é uma realidade consolidada, já que a proposta da Petrobras não é apenas construir uma plataforma aqui e ir para outro lugar. “Vamos construir plataformas em série, isso é uma revolução, nós podemos fazer o que eles lá fora fazem, que é adaptar um navio antigo, nós vamos fazer cascos para plataformas, o que aumenta a produtividade, a padronização e ainda reduz custos, ou seja, podemos fazer mais do que eles lá fora”, concluiu Gabrielli.

Foto Raquel Santos

Ministro dos Portos

O Ministro Pedro Brito lembrou que outras duas grandes obras do governo federal estão concluídas. A obra de dragagem de aprofundamento do Porto do Rio Grande, que aumentou o calado para 18 metros e que “pode praticamente duplicar a carga que é colocada dentro do navio”. A outra obra lembrada pelo ministro é a do prolongamento dos molhes da Barra do Rio Grande. “Foram 536 milhões de reais investidos, um dos braços está totalmente concluído e do outro faltam apenas 15 metros”, salientou Brito.

Para o ministro dos Portos, com esses investimentos, principalmente com o aumento do calado, o Porto do Rio Grande se tornará o concentrador de cargas do Conesul: “nossos vizinhos, como o Uruguai, por exemplo, não tem como competir com Rio Grande”. Ainda para Brito, esses investimentos transformam o Porto do Rio Grande “em um novo porto. É uma nova perspectiva que coloca o Brasil numa nova vanguarda”, concluiu.

Agenda

Logo após a cerimônia em Rio Grande, o Presidente Lula seguiu até o município vizinho de Pelotas onde inaugura um novo campus da Universidade Federal de Pelotas.

André Zenobini/ Especial/Sul-21

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