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Agnelo Queiróz (PT) é o novo governador do DF

Ex-ministro do Esporte, o petista Agnelo Queiroz foi eleito neste domingo (31) governador do Distrito Federal com 66,10% dos votos válidos. Ele enfrentou a estreante Weslian Roriz (PSC), esposa do ex-governador Joaquim Roriz e alçada à candidata após o marido não ter conseguido decisão da Justiça para que não fosse considerado "ficha suja". Agnelo, que no primeiro turno do processo eleitoral obteve 48,41% dos votos, conseguiu 875.612 votos no turno suplementar, ao passo que Weslian Roriz, que na primeira etapa computou 31,50% da preferência do eleitorado, recebeu 33,90% votos válidos ou 449.110. O DF foi a primeira unidade da federação a encerrar a apuração do segundo turno das eleições às 18h42.

Na eleição do DF, votos brancos chegaram a 3,11%, e os nulos em computaram 7,38%. No Distrito Federal índice de abstenção foi de 19,31%.

Nascido em 9 de novembro de 1958 em Itapetinga (BA) e formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia, Agnelo Queiroz foi deputado distrital em 1990 pelo PCdoB. Em 1994, foi eleito deputado federal, reelegendo-se em 1998 e novamente em 2002. Agnelo ocupou o cargo de ministro do Esporte do governo Lula de 2003 a 2006, quando decidiu concorrer nas eleições contra Joaquim Roriz para uma das cadeiras do Senado. Derrotado por aquele que quatro anos depois enfrentaria novamente nas urnas – ainda que apenas no início do processo eleitoral, o governador eleito do Distrito Federal deixou o PCdoB e buscou no Partido dos Trabalhadores (PT) uma legenda capaz de levá-lo ao Palácio do Buriti. Venceu as prévias internas petistas, derrotando o deputado federal Geraldo Magella.

Na composição da chapa confirmada neste domingo como vitoriosa, Agnelo fez aliança com o ex-rorizista Tadeu Filippelli (PMDB), agora vice-governador eleito. A parceria foi utilizada como arma dos adversários políticos ao longo de toda a eleição. No segundo turno, denúncias de supostos desvios de recursos do programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte tomaram o conteúdo dos programas eleitorais de Weslian Roriz.

Segunda colocada na disputa ao governo do DF, Weslian Roriz caiu de pára-quedas na campanha eleitoral de 2010 e, se faltou a quase todos os debates no segundo turno, utilizou de sua ligação com a Igreja Católica para questionar o adversário sobre temas religiosos e utilizar uma homilia anti-PT feita por um padre da TV Canção Nova para atacar a presidenciável Dilma Rousseff. Em sua campanha, usou promessas como duplicar o valor do Bolsa Família e anistiar multas de trânsito para conquistar eleitores.

Ficha Limpa
Se a indefinição sobre a validade da Lei da Ficha Limpa provocou risco às eleições de grandes puxadores de voto, como no caso do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), foi no DF onde ela provocou seu efeito mais inusitado: a substituição da candidatura de Joaquim Roriz (PSC), ex-governador por quatro vezes, por sua esposa Weslian, também do PSC e estreante nas disputas por cargos eletivos.

Suspeito de negociar com o advogado Adriano Borges, genro do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, para que o magistrado fosse impedido de votar no julgamento que decidiria se ele estava ou não incluído na legislação sobre novas regras de inelegibilidade, Roriz abandonou a corrida pelo Palácio do Buriti ao ver seu destino político adiado no julgamento em que a Suprema Corte não conseguiu chegar a um veredicto sobre se ele, o maior expoente da polícia local, era ou não considerado um "ficha suja". Na ocasião, a análise do caso ficou empatada em cinco votos a cinco e, por consequência, sem uma decisão final do STF.

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