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Dilma determina formação de força tarefa para combater o mosquito da dengue

Nubia Silveira

O combate à dengue foi assunto da reunião, realizada hoje (11), no Planalto, entre a presidenta Dilma Rousseff e 12 de seus ministros. Dilma orientou a equipe a montar uma força tarefa para combater o mosquito transmissor da dengue.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que 16 estados são os que apresentam maior risco de epidemia. Neles serão focadas as ações contra a doença. A proposta é de informar a população e mobilizar os parceiros do Ministério da Saúde.

O maior risco está centrado nos estados da região Nordeste — entre eles Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. A Região Norte ocupa o segundo lugar, com quatro estados (Acre, Amazonas, Pará e Tocantins). No Sudeste, os estados são o Espírito Santo e o Rio de Janeiro. No Centro-Oeste, aparece Mato Grosso.

Segundo o ministro da Saúde, a campanha contra a dengue contará com recrutas das Forças Armadas, com a rede de postos da Previdência, a estrutura publicitária do Ministério do Turismo, e a estrutura das universidades federais e das escolas técnicas.

O monitoramento dos focos, de acordo com o governo, deverá ser semanal. Haverá listas de óbitos e de casos supseitos.

Equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) vão estar nas rodovias, informando motoristas e passageiros sobre o combate à doença.

Antônio Palocci e Alexandre Padilha na reunião ministerial / Agência Brasil

Surto

Estudos do Ministério da Saúde, feitos em 370 municípios, mostram a possibilidade de surto da dengue em 24 cidades. Entre elas, as capitais Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC). Também estão em alerta outras 154 cidades, como Aracaju, Belém, Boa Vista, Cuiabá, Fortaleza, Goiânia, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Vitória.

Na semana que vem, o ministro Padilha se reunirá com secretários da Saúde de 16 estados com alto risco de epidemia. O ministro promete percorrer, nos meses de janeiro e fevereiro, o país para ver como estão as ações de combate à dengue. Ele começou o trabalho de supervisão na semana passada, quando visitou o Rio de Janeiro.

Mortes

No ano passado, foram registradas 550 mortes e 1 milhão de casos de dengue no país, sendo 15,5 mil considerados graves (dengue hemorrágica ou que exigiram internação do paciente). Padilha afirma que 90% das mortes foram de pessoas que buscaram ajuda médica com sintomas já avançados da doença. Este ano, disse o ministro, o governo quer “antecipar a situação” e “evitar mortes e casos”. As ações estão orçadas em R$ 1,08 bilhão.

Com informações de O Estado de S.Paulo e Agência Brasil

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