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Justiça nega prorrogação de prazos no Caso Banrisul

Igor Natusch/sul-21

A 6ª Vara Criminal do Foro Central da Comarca de Porto Alegre negou, na tarde de quarta-feira (18), a ampliação de prazos para a defesa dos 25 acusados de participação no esquema criminoso envolvendo o marketing do Banrisul. Na decisão, a Justiça alega que não há fundamentação da necessidade de prorrogação, uma vez que não foram entregues todos os mandados de citação e, portanto, nem todos os prazos estão em vigor. A decisão segue-se à conclusão da digitalização dos autos e apensos da denúncia contra os acusados, anunciada na sexta-feira (13) e que vinha impedindo a entrega dos mandados.

A investigação do Ministério Público resultou na denúncia de 25 nomes, que integrariam de forma direta ou indireta uma quadrilha que lucrava de forma criminosa com orçamentos superfaturados. As licitações envolviam materiais de divulgação do Banrisul, como placas de publicidade (frontlights) e banners, a serem utilizados em eventos como Fenarroz, Expointer, Expodireto-Cotrijal e Festival de Cinema de Gramado. Entre os nomes centrais do esquema, estão os publicitários Armando D’Elia Neto, diretor da DCS, e Gilson Storck, representante da SLM; o então vice-presidente do Banrisul, Rubens Bordini, e seu superintendente de marketing, Walney Fehlberg; o ex-deputado e ex-assessor da presidência do banco, Rodolfo Rospide Neto; e o empresário Davi Antunes de Oliveira, que gerenciava as empresas terceirizadas envolvidas no esquema.

Segundo o MP, as propinas encareciam em 30% o valor total das peças publicitárias, montante que era distribuído entre os participantes da quadrilha. As licitações eram disputadas por 11 empresas ligadas, de forma direta ou indireta, a Davi Antunes de Oliveira. Geralmente, era feito uso de laranjas para legitimar a escolha, de modo que todos os concorrentes eram ligados ao grupo criminoso. Desta forma, eram aprovados valores superfaturados, já que os orçamentos das empresas que perdiam a licitação eram ainda mais elevados. Após a aprovação da superintendência, os trabalhos acabavam sendo executados por empresas terceirizadas, subcontratadas pela SLM e pela DCS. Algumas delas, ao invés de executarem os serviços, repassariam o trabalho para outras empresas, por valores muito abaixo dos originalmente pagos pelo Banrisul.