Petrobras, a CBV e o escândalo no vitorioso vôlei brasileiro
Assim como apontaram o volume que os empreiteiros se apropriaram, o volume que os trombadinhas guardaram, não dando tempo para que esses senhores, por mecanismos legais, escondessem o produto do roubo.
Em compensação, um escandalozinho – escandalozinho para os números que se roubam no Brasil – de R$ 30 milhões de um só patrocinador e um só receptor, levou quase ou mais de um ano para ter algum tipo de conclusão.
Terão tido tempo esses meliantes de esconder seus butins? Com a palavra, o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Controladoria Geral da União. Já não é hora do bloqueio de bens desses apontados como delinquentes?
Nas vésperas da Olimpíada, sendo o vôlei brasileiro um dos expoentes do esporte brasileiro, esse escândalo só serve para desestabilizar ainda mais o que já está desestabilizado no emocional dos esportistas brasileiros após o fracasso da Copa do Mundo.
É um assunto, faltando um ano para a Olimpíada, que só deveria ser tratado pela polícia e a Justiça, sendo afastado das páginas esportivas para que o vôlei, bicampeão olímpico, tricampeão do mundo e duas vezes campeão da Copa do Mundo, não se contaminasse em função de mais uma corrupção no Brasil.
Nas redes sociais os jogadores da seleção reagem, atacando a CBV, seu ex-presidente e dizendo-se "traídos". Esses, duramente prejudicados, como se lê no inquérito, não tiveram nenhum tipo de privilégio do investimento do Banco do Brasil para aperfeiçoar seus desempenhos e alcançar bons resultados.
O que se espera é a ação da Polícia Federal – por haver envolvimento do Banco do Brasil – da Polícia Civil – porque meliantes só merecem, pelo mau exemplo e por terem prejudicado o esporte nacional, a prisão comum – e da Justiça para determinar o tempo que esses senhores, se qualificados como corruptos, deveriam passar detidos.
Esses meliantes não merecem e não podem estar presentes em nenhuma quadra em que jogue o Brasil nas próximas Olimpíadas, porque está provado que eles roubam contra o Brasil.

