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Operação da polícia suíça mira seleção brasileira

Suspeita é de que Ricardo Teixeira teria recebido propinas por voto para a escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022 por meio de um jogo entre Brasil e Argentina realizado em Doha dias antes da votação da Fifa; operação quer confiscar documentos na sede da Kentaro na Suíça, empresa que organizou jogos da equipe brasileira entre 2006 e 2012

 

5 de Junho de 2015 às 18:33

247 – Uma operação da polícia suíça deflagrada no mesmo dia da prisão de dirigentes do futebol mundial mira a seleção brasileira. Os investigadores pretendem confiscar documentos da Kentaro na Suíça, empresa que organizou os jogos da equipe entre 2006 e 2012, para comprovar a suspeita de que Ricardo Teixeira usou o grupo para receber propina.

O ex-presidente da CBF, de acordo com os investigadores, teria recebido dinheiro por voto para a escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022, por meio de um amistoso entre Brasil e Argentina realizado em Doha. A partida aconteceu em novembro de 2010, dias antes da votação na Fifa que definiu a sede.

A Fifa nega que o dinheiro da partida esteja "conectado" com a compra de votos para a escolha do Catar como sede do Mundial de 2022. De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, cada federação recebeu três vezes o valor de uma partida normal de futebol.