O juiz Sergio Moro recebeu o prêmio "Brasileiro do Ano na Justiça" na noite desta terça (6) e homenageou colegas magistrados. A premiação foi promovida pela Editora Três, que edita a revista IstoÉ, no Citibank Hall, zona sul de São Paulo. O juiz dedicou a honraria a todos os integrantes do poder Judiciário, "em especial ao Supremo Tribunal Federal".
O evento contou com a presença do presidente Michel Temer (PMDB), do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB-SP), do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
Moro passou a cerimônia no palco em um assento ao lado do senador Aécio Neves (PSDB-MG), com quem conversou ao longo da noite. A atriz Grazi Massafera e a cantora Ludmilla também receberam premiações.
O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP ),um dos homenageados da noite, lembrou de Sérgio Moro no seu discurso. O juiz foi o mais aplaudido da noite.
Choque de poderes
No dia em que o poder Legislativo entrou em choque com o Supremo Tribunal Federal (STF) por causa do afastamento de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado, o juiz federal Sergio Moro disse que o STF "tem feito um trabalho significativo e digno de elogios". "(Os ministros da Corte) demonstram que o cidadão pode confiar na Justiça brasileira", afirmou o magistrado, sem se referir ao caso de Renan.
Antes de o evento começar, Moro foi abordado por jornalistas e se recusou a comentar especificamente sobre o conflito institucional entre o Judiciário e o Legislativo. "Sem comentários", disse o juiz.
Agência Estado/DomTotal
247/Embora tenha sido um dos políticos mais citados nas delações da Lava Jato, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) confraternizou, na noite de ontem, com o juiz Sergio Moro.
Aécio já foi apontado como responsável por um mensalão em Furnas, como beneficiário de esquemas no Banco Rural e como "o mais chato" cobrador de propinas de uma empreiteira.
Segundo a delação da empreiteira Odebrecht, ele também recebia recursos por parte de seu marqueteiro Paulo Vasconcelos. De acordo com a delação da OAS, houve também propina de 3% nas obras da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.
A foto despertou reações. "Do que riem tanto o ‘justiceiro’ alçado a ‘herói nacional’ e o candidato derrotado em 2014 – e recordista em citações na investigação comandada pelo primeiro?", questionou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou que a foto explica por que tucanos não são punidos na Lava Jato. Segundo Carina Vitral, presidente da União Nacional dos Estudantes, a imagem vale por mil palavras.
Ontem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que será julgado por Moro, acusou o juiz paranaense de ser um militante do PSDB (leia aqui).
Moro recebe prêmio e defende Judiciário diante de Temer e tucanos




