Ex-auditor da Receita Federal Paulo Roberto Cortez, primeiro investigado a fechar um acordo de delação premiada no âmbito da Operação Zelotes, afirmou que pode detalhar as informações sobre o julgamento pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) de casos relacionados a a processos envolvendo a Gerdau, RBS, Cimento Penha e Bank Boston; segundo Cortez, o grupo Gerdau teria subornado integrantes do colegiado para abater uma dívida de cerca de R$ 1,5 bilhão
15 DE AGOSTO DE 2017 ÀS 08:19 //
247 – O ex-auditor da Receita Federal Paulo Roberto Cortez, primeiro investigado a fechar um acordo de delação premiada no âmbito da Operação Zelotes, afirmou que pode detalhar as informações sobre o julgamento pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) de casos relacionados a a processos envolvendo a Gerdau, RBS, Cimento Penha e Bank Boston.
No acordo homologado pelo juiz da 10.ª Vara Federal Vallisney de Souza Oliveira, no último dia 7, Cortez – que já detalhou o recebimento de propinas para que membros do Carf beneficiassem o Bank Boston com o abatimento de R$ 600 milhões de uma dívida da instituição financeira com a Receita Federal – disse que o grupo Gerdau teria subornado integrantes do colegiado para abater uma dívida de cerca de R$ 1,5 bilhão.
Cortez foi acusado de ter atuado na "articulação, cooptação e corrupção" de agentes públicos visando beneficiar o grupo siderúrgico. Ele, juntamente com o presidente da empresa, André Gerdau, foi indiciado pela Polícia Federal por corrupção.
A Gerdau informou "desconhecer o teor da delação do ex-auditor da Receita. "A empresa ou qualquer um dos executivos mencionados jamais prometeu, ofereceu ou deu vantagem indevida a funcionários públicos para que recursos em trâmite no Carf fossem ilegalmente julgados em seu favor", afirmou por meio de nota.




