Combustíveis levam arrecadação a melhor resultado desde 2014
A União arrecadou R$ 130,806 bilhões no mês passado. O valor representa crescimento de 7,83% em relação a abril de 2017, já levando em conta a inflação (IPCA). Nos quatro primeiros meses do ano, a receita do governo somou R$ 497,208 bilhões, alta real de 8,27% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse é o maior montante para o primeiro quadrimestre desde 2014 em valores corrigidos pela inflação.
De acordo com a Receita Federal, a arrecadação aumentou R$ 9,49 bilhões em relação a abril do ano passado. Desse total, R$ 1,402 bilhão foram provocados pela elevação de tributos sobre os combustíveis, e R$ 477 milhões decorreram do Programa Especial de Regularização Tributária (Pert, o Novo Refis).
Em vigor desde o fim de julho do ano passado, a elevação do PIS e da Cofins sobre os combustíveis reforçou os cofres federais em R$ 2,597 bilhões em março, contra R$ 1,195 bilhão no mesmo mês de 2017.
Beneficiadas pela disparada da cotação do petróleo no mercado internacional, que influencia o pagamento de royalties, as receitas não administradas pelo Fisco cresceram 46,92%, saltando de R$ 5,578 bilhões para R$ 8,421 bilhões.
A estagnação da massa salarial fez a arrecadação das contribuições para a Previdência Social crescer apenas 2,11%, descontado o IPCA. Segundo a Receita, a soma dos salários na economia cresceu 0,27% em março (fato gerador para o mês de abril), mas, descontada inflação, houve queda real de 2,35% dos salários.
A alta de 1,55% na produção industrial fez a arrecadação de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) subir 9,71% acima do IPCA. Depois de um recuo em março, a arrecadação de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) subiu 8,93% acima da inflação em abril em relação ao mesmo mês do ano passado.
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