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Mundo empresarial está alarmado com riscos da crise climática

As preocupações principais estão ligadas em particular a eventos climáticos extremos e à incapacidade dos governos
 
 
 
 
Incêndios como os da Austrália e outros eventos climáticos extremos causam preocupação à classe empresarial mundial (AFP)
 
 
 
 
 
 
Os grandes executivos soaram os alarmes sobre os riscos climáticos, que estão no topo da lista de suas preocupações nesta nova década que começa – aponta um estudo publicado nesta quarta-feira (15), às vésperas do início do Fórum Econômico Mundial de Davos. Os organizadores da reunião de Davos na Suíça divulgaram este relatório no contexto dos violentos incêndios no sudeste da Austrália, destacando a existência de uma emergência climática e a necessidade de os governos agirem com força. "O cenário político é polarizado, o nível do mar sobe, e os incêndios relacionados ao clima são devastadores", disse o presidente do fórum, Borge Brende.
 
"É o ano em que os líderes mundiais devem trabalhar com todos os atores da sociedade para reparar e recuperar nossos sistemas de cooperação, e não apenas no curto prazo, mas para lidar com riscos profundamente arraigados", enfatiza. De acordo com o estudo do fórum, as cinco primeiras preocupações dos gerentes de negócios nos próximos dez anos estão todas ligadas ao meio ambiente, em particular a eventos climáticos extremos e à incapacidade dos governos e do mundo econômico de impedirem as mudanças climáticas. Somente em 2020, a preocupação decorre, principalmente, do confronto entre poder econômico e polarização de forças políticas. Em setembro e outubro passados, os organizadores de Davos entrevistaram cerca de 750 líderes empresariais e especialistas que se reunirão nos Alpes suíços entre 21 e 24 de janeiro para a grande conferência anual do mundo econômico e político.
 
 
Este evento será mais importante após o fraco resultado da última conferência climática das Nações Unidas, a COP25, realizada em Madri, em dezembro, e que ficou longe de ser um grande compromisso de responder à crise climática. A pressão continua forte, porém, para que as empresas e os consumidores demonstrem vontade de agir, afirmou o presidente da consultoria Marsh e McLennan Insights, John Drzik. "Os avanços científicos significam que os riscos climáticos podem ser definidos com mais precisão e incorporados ao gerenciamento de riscos e aos projetos da empresa", explica ele. Sem mencionar que, segundo Drzik, eventos extremos, como os incêndios na Austrália e na Califórnia, forçam as empresas a levarem o risco climático em consideração, como já fazem com o aumento das tensões geopolíticas, ou com a ameaça de ciberataques.
 
 
 
 
AFP/dom total///

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