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Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão contra o cantor Sérgio Reis e o deputado Otoni de Paula

Em áudio, Sérgio Reis disse que os caminhoneiros iriam parar o País em setembro se o Senado não retirar ministros do STF

 

Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

 

O deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) e o cantor Sérgio Reis foram alvo, nesta sexta-feira (20), de mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), que apura ataques contra as instituições democráticas. Durante a operação, os policiais federais cumpriram 13 ordens judiciais em endereços ligados ao cantor, ao parlamentar e a outros investigados. A ação ocorreu em Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Ceará, Paraná e Distrito Federal. “O objetivo das medidas é apurar o eventual cometimento do crime de incitar a população, através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a democracia, o Estado de Direito e suas instituições, bem como contra os membros dos Poderes”, afirmou a PF (Polícia Federal) em nota.

Um dos locais das buscas foi o gabinete do deputado, em Brasília. Durante a operação, ele divulgou um vídeo na redes sociais. “Não vou recuar um milímetro dentro do que a democracia me permite, dentro do que a Constituição me permite. Esse deputado federal aqui, esse cidadão brasileiro aqui, investido da autoridade parlamentar, não vai recuar um milímetro. Se alguém pensa que vou deixar de falar o que penso, se alguém pensa que vou deixar de ter a mesma postura que tenho, eu não vou deixar de ter. Alguém poderá dizer, você acha que pode ser preso? Não! Eu não fiz nada para ser preso. Claro que estamos vivendo em um estado de exceção no Brasil”, afirmou. Otoni foi denunciado pela PGR ao STF em julho de 2020 pelos crimes de difamação, injúria e coação em vídeos com ataques e ofensas ao ministro Alexandre de Moraes.

No mês seguinte, a Justiça de São Paulo determinou a exclusão das postagens. Sérgio Reis virou alvo de críticas nos últimos dias após o vazamento de um áudio em que o artista defendia a paralisação de caminhoneiros, no dia 7 de setembro, para pressionar o Senado a afastar ministros do Supremo. Depois do episódio, subprocuradores gerais pediram à PGR a abertura de uma investigação a respeito do caso. A Polícia Civil do Distrito Federal abriu um inquérito para apurar a conduta do artista. Nesta semana, o cantor disse que estava arrependido, mas que não tem medo de ser preso. “Se não fizer uma paralisação, não muda este País. Não sou frouxo. Não sou mulher. Cadeia é para homem. Eu não saí daqui de casa. Estou aqui em casa quietinho. Se a [Polícia] Federal vier me buscar, eu vou. Não matei ninguém. Não prejudiquei ninguém. Nunca falei mal de nenhum ministro”, afirmou.

 

 

O Sul///