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França proíbe importação de carne de animais tratados com antibióticos de crescimento

Proibição de importar esses produtos era esperada, a nível europeu, até o fim de janeiro de 2022.

 

Produção de aves em Sibreh, Indonésia, em 5 de fevereiro de 2022 (CHAIDEER MAHYUDDIN/AFP)

 

 

A França interromperá as importações de carne de animais tratados com antibióticos para promover seu crescimento, cujo uso está proibido na União Europeia (UE) desde 2006, informou nesta segunda-feira (21) o governo. O Diário Oficial deve publicar nesta terça-feira o decreto que proíbe a importação ou a comercialização desses produtos durante um ano. O texto dá dois meses aos profissionais para que "preguntem a seus fornecedores e obtenham garantias de que a carne não procede de uma exploração que utiliza antibióticos para o crescimento", declarou à AFP o ministro da Agricultura, Julien Denormandie. Fora da UE, onde está proibido desde 2006, alguns criadores acrescentam antibióticos aos alimentos dos animais para favorecer seu crescimento, e não com fins terapêuticos.

Esta prática está sendo questionada por sua contribuição para o surgimento de micróbios resistentes aos antibióticos utilizados para tratar infecções humanas ou animais. "Não faz sentido em termos de saúde ambiental" e é "uma aberração em termos de soberania, ao fazer nossas belas e respeitosas produções locais competir […] com produtos procedentes de explorações que ainda utilizam esses antibióticos de crescimento", afirmou o ministro, que citou como exemplo grandes países exportadores de carne de aves, como Brasil, Ucrânia e Tailândia. A proibição de importar esses produtos era esperada, a nível europeu, até o fim de janeiro de 2022, o mais tardar. Para Bruno Dufayet, da organização Interbev, que representa o setor na França, a medida apenas será 100% eficaz "se for aplicada no conjunto do mercado europeu".

 

 

 

AFP/dom total///

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