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‘Lula não precisa acalmar o mercado’, diz Alckmin

Para o ex-governador, que se filiou ao PSB para ser vice do ex-presidente, o mercado não precisa ser ‘acalmado’: "é o contrário. O que todo mundo quer é que a economia cresça"

 

23 de março de 2022, 13:24 h

Geraldo Alckmin e Lula (Foto: Reprodução | Ricardo Stuckert)

 

 

 

247 – O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que se filiou ao PSB nesta quarta-feira (23) com o objetivo de se tornar candidato a vice-presidente na chapa do ex-presidente Lula (PT), concedeu entrevista coletiva à imprensa na qual afirmou que o petista não precisa "acalmar o mercado". "Acho que é o contrário. O que todo mundo quer é que a economia cresça, que a gente tenha emprego, renda, que a economia volte plenamente a funcionar e que a população tenha melhor qualidade de vida. Esse é o desafio. Acho que é o consolidar o processo democrático, retomar a atividade econômica geradora de emprego e recuperar as políticas públicas", declarou.

Questionado sobre quando será o anúncio oficial de sua aliança com Lula, o ex-governador disse que discussões sobre chapas serão feitas no futuro. "Eu entro no PSB para somar com o PSB. Chapa é para frente. Cabe aos partidos conversarem. Vamos aguardar". Segundo Alckmin, não há também previsão de encontro formal com Lula. "Hoje demos um passo importante com a filiação. Encerrou uma etapa. Agora se discute chapa, conversas partidárias, não só presidencial. Então é entendimento político, conversa, e ela deve ser conduzida pelos partidos. Converso com o presidente Lula. Não tem nenhuma data definida. Também não tem nenhuma pressa para isso.

O importante foi a definição do PSB, de grande responsabilidade e compromisso com o Brasil nesse momento excepcional da vida brasileira, de apoio ao presidente Lula, baseado na defesa da democracia, do fortalecimento da democracia, da retomada do emprego e renda do Brasil, do fortalecimento da economia, com uma agenda de competitividade, com políticas públicas que não podem ir para trás, precisam avançar, e o combate à desigualdade e à miséria". Perguntado sobre a viabilidade de uma terceira via, Alckmin evitou fazer críticas a outros candidatos à Presidência, mas destacou a liderança de Lula nas pesquisas eleitorais dada a "confiança" da população brasileira no petista. "Nunca desestimulo ninguém a ser candidato. Acho que eleição se ganha, se perde, mas a candidatura é um gesto de amor, amor ao país, ao povo, independente de seu resultado.

O Brasil tem muitos partidos, acho até que excessivamente, então vão ter inúmeras candidaturas. Respeitadas, cada uma busca seu espaço, tenta conquistar seu voto. Mas não há dúvida de que você tem uma polarização. A eleição não é hoje, é daqui meio ano, mas a liderança do presidente Lula é fruto da sua história de vida, das suas eleições pregressas e do seu governo no Brasil. A população tem confiança. Política é confiança. Você não obriga, você conquista. E a população tem essa confiança [no ex-presidente Lula]". Sobre a possibilidade de Jair Bolsonaro tumultuar a troca de governo em caso de derrota no pleito, Alckmin declarou: "eleição a gente ganha, perde. Faz parte do processo político. Não tem ninguém que só ganhou e ninguém que só perdeu. Eleição é acatar o resultado das urnas, é respeito ao povo.

Questionar resultado da eleição é inadmissível. [Bolsonaro] foi durante muito tempo eleito e nunca questionou. Então eleição se respeita o resultado". Quando indagado sobre o uso por parte de adversários das críticas feitas por ele a Lula no passado, o ex-governador afirmou que embates políticos em eleições são normais e que é preciso olhar para o futuro. "Em eleição é evidente que se tem embate, embate político. Você pode olhar as divergências e pode olhar também as convergências.

Fui governador com o presidente Lula, com a presidente Dilma, com o prefeito da capital do PT e sempre tivemos uma parceria. Mas política não pode ser feita olhando pelo retrovisor, ela precisa ser feita com os olhos no futuro. Nós vivemos uma situação excepcional no Brasil, assombrando a população. Violência, intolerância, é impressionante o retrocesso civilizatório que estamos vivendo. E de outro lado uma economia parada, com uma inflação absurda. Então é hora de desprendimento, convergência, união para poder o Brasil retomar sua atividade".

 

 

Brasil 247///

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