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Petroleiros venderão gás mais barato em protesto contra política de preços da Petrobras

Petroleiros venderão gás mais barato em protesto contra a política de preços da Petrobrás – Brasil 247/

 

 

A FUP, em parceria com o Observatório Social da Petrobras (OSP), vai colocar à venda 850 botijões com 13 kg de gás a R$ 73 em algumas cidades 13 de abril de 2022, 18:32 h Brasil de Fato | Curitiba (PR) –

 

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) venderá botijões de gás com desconto em seis localidades do país em protesto para demonstrar quanto a paridade de preços com o mercado internacional, adotada pelo Petrobras, impacta na vida dos brasileiros. A Federação, em parceria com o Observatório Social da Petrobras (OSP), vai colocar à venda 850 botijões com 13 kg de gás a R$ 73 na quinta-feira (14), em postos nas cidades de São José dos Campos (SP), Cubatão (SP), São Sebastião (SP), Rio de Janeiro (RJ), Maceió (AL) e Manaus (AM) – veja detalhes no fim do texto. O valor, segundo o Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), seria suficiente para que a Petrobras cobrisse seus custos e distribuidores e revendedores mantivessem os lucros. O preço do botijão na ação sairá até 51% mais barato do que o vendido regularmente no país. De acordo com o último levantamento divulgado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), referente à semana de 3 a 9 de abril, o botijão era vendido por até R$ 150 em alguns municípios de Santa Catarina, Mato Grosso, Rondônia e Pará.

O secretário geral da FNP, Adaedson Costa, disse que o custo é mais alto justamente porque a estatal pratica a política de preços de paridade de importação (PPI). “Por causa do PPI, os combustíveis são vendidos no Brasil como se fossem produto importado. E isso é uma contradição absurda, já que produzimos cerca de 80% de todo combustível consumido em nosso país e importamos apenas 20%”, disse Costa. Para comprar o botijão ao preço com desconto, interessados devem adquirir cupons. A venda será feita após um cadastro prévio nos locais indicados pela FNP. Outra entidade de trabalhadores da Petrobras, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) também se manifesta contra a paridade internacional. Pelas redes sociais a entidade lançou campanha para ‘abrasileirar’ o preço dos combustíveis.

Tragédia leva a protesto

A entidade lamentou ainda a morte de Angélica Rodrigues, de 26 anos, que sofreu graves queimaduras ao se ver obrigada a cozinhar com álcool por conta do alto preço do botijão de gás. Ela teve 85% do corpo queimado, não resistiu aos ferimentos e morreu na quinta-feira (6), em São Vicente (SP). “Mais uma vez, por causa da política de preços da Petrobras, uma pessoa morre ao utilizar álcool para cozinhar. Os reajustes que a gestão da Petrobras vem aplicando não só no gás de cozinha, mas também no óleo diesel e na gasolina, estão atingindo a população de forma dramática”, lamentou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar. “Já tivemos muitos outros casos de acidentes causados pelo mesmo motivo, as pessoas não conseguem pagar R$ 115 em média por um botijão”. Desde a implantação do PPI, em outubro de 2016, ainda no governo de Michel Temer (MDB), o gás de cozinha subiu 349,3%, segundo a FUP. Só durante o governo Bolsonaro (de janeiro de 2019 até hoje), o gás já subiu 132,2%. A gasolina, por sua vez, outros 155,8% e o diesel, 143,2%.

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