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Professores estaduais fazem ato exigindo salário digno e valorização da carreira

Educadores reivindicam aumento do salário mínimo regional, atualização dos vale-refeição e transporte e pagamento dos dias de greve recuperados

Manifestantes colaram cartazes que reproduz contra-cheque com aumento de um centavo. (Foto: Divulgação/Cpers)

Professores estaduais fizeram passeata nesta terça-feira (5) pelas ruas do Centro de Porto Alegre para exigir salário digno, valorização da carreira e repudiar o que classificam de desmandos dos governos Eduardo Leite/Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) e Jair Bolsonaro (PL).

Os educadores reivindicaram valorização salarial para todos os trabalhadores da educação, aumento do salário mínimo regional, atualização dos valores do vale-refeição e vale-transporte, pagamento dos dias de greve recuperados, além do repúdio à PEC 274.

“Pelos direitos dos educadores, o Cpers toma as ruas novamente. A corrupção do MEC não pode passar sem uma investigação profunda e a punição dos responsáveis, o mesmo vale para a Seduc. Estamos na luta e vamos reverter esse cenário, nas escolas, nas ruas e nas urnas, elegendo governos comprometidos com os educadores, com a educação pública e com todo o povo”, disse Alex Saratt, presidente em exercício do CPERS.

Já o vice-presidente do sindicato, Edson Garcia, destacou o abandono da categoria pelo governo estadual à categoria. “Hoje a aula é na rua porque temos um governo que destrói a educação, um governador que abandonou o estado à própria sorte e deixou as escolas sucateadas, sem funcionários e professores suficientes para atender a demanda.”

Ao chegar diante do Palácio Piratini, dirigentes do Cpers entregaram a representantes do Executivo um ofício com as reivindicações da categoria. Em maio, o sindicato já havia entregado o mesmo documento e, desde então, não obteve retorno.

“Oficiamos novamente à Casa Civil e o governador Ranolfo para que possamos avançar nas pautas que esse governo nos deve. Eles precisam nos explicar por que não nos pagam os dias de greve. Exigimos uma rápida solução para tratar dessa e de todas as situações que destacamos nesse grande ato”, criticou Saratt.

Como forma de demonstrar a desvalorização dos professores estaduais, os manifestantes colaram adesivos na entrada da Assembleia Legislativa com o contracheque de uma servidora que teve reajuste de R$ 0,1. Segundo o Cpers, mais de 12 mil servidores não recebem sequer o salário mínimo regional e precisam de complementação.

“É vergonhoso o que o governo está fazendo com os funcionários de escola, que estão há quase oito anos sem reajuste, sendo que recebem salário base de R$ 620,75. Muitos receberam o contracheque com um centavo a mais, é humilhante”, lamentou a diretora Juçara Borges, representante do Departamento dos Funcionários de Escola do CPERS.

*Fonte: Sul 21

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