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Lula assina decreto que regulamenta universidades comunitárias do país

Regulamentação permitirá acesso às políticas públicas de educação

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (19), regulamenta a qualificação das instituições comunitárias de ensino superior e define regras para que elas possam fazer parcerias com órgãos estatais e acessar recursos do orçamento público. Essas entidades são faculdades e universidades sem fins lucrativos constituídas na forma de associação ou fundação e geridas por um conselho comunitário formado por vários segmentos da sociedade civil.

“Esse decreto vai permitir às instituições terem acesso a editais de órgãos governamentais de fomento direcionados a instituições públicas. Vai ter o direito de recebimento de recursos orçamentários do poder público para o desenvolvimento de atividades de interesse público. Terão a possibilidade de ser alternativa na oferta de serviços públicos, no casos em que não são proporcionados diretamente por entidades públicas, parceiras e públicas-estatais”, destacou o ministro da Educação, Camilo Santana, durante evento de assinatura do ato, no Palácio do Planalto.

A cerimônia contou com a presença do presidente Lula e de diversas autoridades e representantes de faculdades comunitárias.

A nova norma regulamenta a chamada Lei das Comunitárias (Lei nº 12.881/2013) e foi elaborada a partir de um grupo de trabalho criado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2024, que reuniu especialistas da pasta, do Conselho Nacional de Educação (CNE) e representantes de entidades como a Associação Brasileira das Instituições Comunitárias de Educação Superior (Abruc) e o Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung).

Durante a solenidade, Santana também ressaltou que as instituições comunitárias de ensino superior tiveram um bom desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), realizado ano passado. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira. “Isso mostra a relevância dessas instituições comunitárias, e muitas delas estão presentes em municípios que não têm universidade pública”, disse o Camilo Santana.

O ministro também frisou que a parceria de serviços de interesse público possibilita o acesso a várias ações e políticas públicas do país. Santana comentou que são 88 Instituições comunitárias no país, 4.975 cursos ofertados, 1.860.000 vagas ofertadas e 511 mil matrículas, com maior concentração no Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina. Com a regulamentação, será criado o Conselho Nacional das Instituições de Ensino Superior Comunitárias, que será o órgão responsável por promover a cooperação e a integração entre as instituições.

A presidente da Abruc e reitora do Centro Universitário Frassinetti do Recife (UniFAFIRE), Maria das Graças Soares da Costa, também discursou no evento e agradeceu o reconhecimento dessas instituições para o desenvolvimento regional do Brasil. “Faremos uma nova história com a sua assinatura, que muito nos honra, e queremos fazê-la com toda a responsabilidade, sobretudo no dia em que também são abertas as inscrições para o Sisu [Sistema de Seleção Unificada]”, declarou.

Pelo Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung), acompanharam a assinatura o reitor da Unijuí, professor Dieter Rugard Siedenberg, além da reitora da UPF e vice-presidente do Comung, Bernadete Maria Dalmolin, e o reitor da Unisinos, Pe. Sérgio Mariucci.

“Depois de mais de uma década de esforços insistentes por parte do Consórcio das Universidades Comunitárias (Comung-RS e Acafe-SC), finalmente o governo federal assinou um decreto regulamentando uma Lei que reconhece e valoriza o papel das Instituições Comunitárias de Ensino Superior. Esta regulamentação é fundamental para que as IES comunitárias tenham acesso a recursos públicos vinculados a editais que, até este momento, eram restritos apenas às instituições públicas”, ressaltou o reitor da Unijuí, professor Dieter Rugard Siedenberg.

Conforme o reitor, o trabalho agora é convencer os diversos ministérios e órgãos governamentais a lançarem editais que permitam a participação das comunidades na busca dos recursos.

Fonte: Agência Brasil