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Exame toxicológico para primeira CNH passa a ser obrigatório a partir desta terça-feira; laboratórios têm aumento na procura

Nova regra vale para quem vai tirar carteira categoria A e B; coleta deve ser realizada em unidades credenciadas pela Secretaria Nacional de Trânsito

Quem tiver resultado positivo terá que refazer o exame, até que não acuse mais interferência. (Foto: Duda Fortes / Agência RBS)

A exigência do exame toxicológico no Rio Grande do Sul para quem vai tirar a primeira habilitação começou nesta terça-feira (1º) e já aumenta a procura por laboratórios credenciados.

O teste, que antes era obrigatório apenas para condutores das categorias profissionais C, D e E, agora também é exigido de quem pretende obter a primeira habilitação para dirigir motos e carros, nas categorias A e B.

Em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, o laboratório da Feevale registrou maior procura pelo procedimento nesta terça-feira. Na unidade, o resultado leva até cinco dias úteis para ser entregue, e a coleta precisa ser agendada previamente por telefone.

Em Passo Fundo, um laboratório privado registrou aumento de cerca de 30%. Na unidade, o resultado é disponibilizado em até dois dias.

— Basta vir no laboratório, não precisa agendamento prévio e não é um exame que precisa de preparo. É feita a coleta de amostra de cabelo ou de pelo. Nossa expectativa é de que ocorra aumento da demanda — afirma o responsável técnico pelo laboratório do norte do Estado Sthefen Andrade.

Como funciona o exame toxicológico
O teste busca identificar o uso de substâncias como anfetaminas, canabinoides e opiáceos. A coleta deve ser realizada em laboratórios credenciados à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

O exame analisa o consumo de substâncias em um período retrospectivo que varia de 90 a 180 dias antes da coleta, dependendo do material biológico utilizado.

O candidato deve consultar a lista oficial para verificar quais locais atendem aos municípios gaúchos. Há casos em que, mesmo sem sede no Rio Grande do Sul, a empresa oferece pontos de coleta no Estado, com envio do material para análise em Porto Alegre, por exemplo.

A média de valores fica em torno de R$ 130 e é estabelecida por cada laboratório.

Quem precisa fazer o exame
A mudança não afeta quem já havia iniciado o processo de habilitação até esta segunda-feira (31). Para os demais candidatos, a realização do exame passa a ser obrigatória.

Conforme o Detran, a expedição da permissão para dirigir só ocorrerá depois que o laboratório registrar no sistema federal o resultado negativo do exame toxicológico do candidato. Quem tiver resultado positivo terá de refazer o exame, até que o resultado não indique mais a presença das substâncias analisadas.

Fonte: GZH