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Pesquisa sobre juventude rural apresenta primeiros resultados na Expointer

Estudo busca compreender os fatores que influenciam a permanência dos jovens no meio rural

Resultados preliminares mostram que 72% dos entrevistados não pretendem deixar o meio rural (Foto: Rodrigo Rodrigues/Ascom Expointer)

Os desafios da permanência dos jovens no campo e da sucessão familiar na agricultura foram tema da apresentação do estudo “Futuro do campo: diagnóstico da juventude rural no RS”, realizada nesta quarta-feira (2/9), no Auditório do Pavilhão Internacional da Expointer, em Esteio.

A apresentação detalhou os objetivos, a metodologia e os resultados preliminares da pesquisa. O estudo é uma iniciativa conjunta da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), por meio do Departamento de Economia e Estatística (DEE), da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Emater/RS-Ascar.

Participaram da atividade o titular da SDR, Gustavo Paim; o presidente da Emater/RS-Ascar, Claudinei Baldissera; o subsecretário-adjunto de Planejamento da SPGG, Alessandro Martins; e o pesquisador do Departamento de Economia e Estatística (DEE/SPGG), Rodrigo Feix.

Sucessão no meio rural

Os painelistas destacaram que a pesquisa busca compreender os fatores que influenciam a decisão dos jovens de permanecer no meio rural, participar do processo de sucessão familiar ou migrar para outras atividades e localidades. O objetivo é gerar evidências que contribuam para a formulação, o aperfeiçoamento e a avaliação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e à renovação geracional no campo.

Entre os temas abordados, esteve o processo de envelhecimento da população rural do Rio Grande do Sul, considerado um dos principais desafios para a continuidade das atividades agrícolas familiares nas próximas décadas. Para os participantes da apresentação, compreender as expectativas, as oportunidades e as dificuldades enfrentadas pelos jovens é fundamental para garantir a sustentabilidade social e econômica do meio rural.

Entre os entrevistados, 92% afirmaram gostar ou gostar muito do modo de vida da agricultura familiar. A intenção de permanência também aparece de forma expressiva: 72% dos jovens entrevistados afirmaram não planejar deixar o meio rural. Entre aqueles que já saíram, pensam em sair ou planejam essa mudança, os motivos mais citados foram a busca por estudo, qualificação ou formação educacional (41%), a procura por melhores oportunidades de trabalho e renda fora do campo (35%) e a baixa renda ou instabilidade econômica da agricultura familiar (34%).

Pesquisa em andamento

A equipe responsável pelo estudo também apresentou o desenho metodológico da pesquisa. A coleta de informações é realizada, presencialmente, por meio de questionários eletrônicos aplicados a jovens de 15 a 29 anos que residem em estabelecimentos da agricultura familiar e aos líderes ou responsáveis por essas propriedades.

Até o dia 20 de agosto, foram aplicados cerca de 600 questionários, permitindo a divulgação de resultados preliminares. No entanto, os pesquisadores ressaltaram que os dados ainda não possuem robustez estatística suficiente para representar o conjunto da população pesquisada, uma vez que a coleta de dados segue em andamento.

O levantamento prevê a obtenção de 3.987 questionários válidos em todas as regiões do Estado. A amostra foi estruturada para permitir análises representativas por região funcional, sexo, faixa etária, posição de liderança no estabelecimento rural e atividade produtiva desenvolvida. A etapa de coleta está prevista para ser concluída até 30 de setembro.

Além dos resultados iniciais, a apresentação detalhou os principais temas investigados pelo questionário, incluindo características socioeconômicas dos jovens, participação na gestão das propriedades, perspectivas de futuro, interesse na sucessão familiar, acesso a oportunidades de educação e trabalho, assim como de desafios relacionados à permanência no campo.

Fonte: Secom Governo do RS