Pedido de Rossetto indica que, apesar do estoque suficiente de diesel, o combustível não é entregue em diversas áreas

O deputado estadual Miguel Rossetto (PT) entregou, nesta quarta-feira (11), ao delegado regional executivo da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, Farnei Franco Siqueira, um pedido formal de investigação sobre a possível ocorrência de práticas criminosas relacionadas ao abastecimento de diesel no estado. No documento, é solicitada a abertura de investigação para apurar eventuais crimes contra a ordem econômica e a economia popular diante das recentes denúncias de falta de combustível em diferentes regiões.
Segundo informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, os principais fornecedores possuem estoque suficiente de diesel. A própria agência informou que, apenas nos primeiros nove dias de março de 2026, os postos de combustíveis adquiriram cerca de 60% a mais de diesel do que a média do período, o que indica que o combustível existe no sistema de abastecimento.
Para Rossetto, esse cenário levanta suspeitas sobre a atuação de distribuidoras e de empresas conhecidas como TRRs (Transportadores-Revendedores-Retalhistas), que compram combustíveis a granel e revendem diretamente a consumidores como fazendas, transportadoras e indústrias.
“O problema é muito grave. Há indícios de que o diesel existe, mas não está chegando a quem precisa, especialmente no campo. Isso levanta a suspeita de um possível cartel ou de práticas abusivas na distribuição. Por isso pedimos à Polícia Federal uma investigação rigorosa para identificar responsabilidades”, afirmou o deputado.
Rossetto também propôs a realização de uma audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa para debater o tema com representantes da ANP, sindicatos do setor de combustíveis, distribuidoras e entidades empresariais.
“A falta de diesel em pleno período de colheita é um problema sério para a economia do estado. Precisamos esclarecer o que está acontecendo e garantir que não haja manipulação de mercado ou retenção indevida de combustível”, disse.
Fonte: Sul 21




