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Presidente nacional do PT reafirma cobrança por palanque único com PDT no RS: “Já deixei mais do que claro para o Edegar Pretto”

A Zero Hora, Edinho Silva defendeu prioridade à construção de aliança em torno de Lula. Articulação pode abrir caminho para apoio petista a Juliana Brizola

Edinho se reuniu com Edegar Pretto no dia 9 de março (Foto: Antonio Neto / Divulgação)

A direção nacional do PT reafirmou a decisão de uma aliança com o PDT no Rio Grande do Sul e a formação de um palanque único para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Estado. Em conversa com Zero Hora nesta quarta-feira (18), o presidente do partido, Edinho Silva, afirmou já ter explicitado essa posição ao diretório gaúcho do PT e ao pré-candidato da legenda a governador, Edegar Pretto.

— Em nome da construção das condições de vitória do presidente Lula, não haverá dois palanques no Rio Grande do Sul. Isso eu já deixei claro aos dirigentes do PT do Estado com quem tenho dialogado, bem como já deixei mais (do) que claro para o Edegar Pretto na nossa última conversa — ressaltou Edinho.

A declaração acontece após o presidente do PT no Estado, Valdeci Oliveira, divulgar nota oficial na terça-feira (17) defendendo a adoção de dois palanques para Lula no RS: o de Edegar e o de Juliana Brizola (PDT). “Enfatizamos que o melhor cenário para a vitória de Lula no RS é o da afirmação das duas candidaturas postas pelo campo popular, ou seja, Edegar Preto e Juliana Brizola, através da ideia de um duplo palanque no Estado”, escreveu Valdeci em comunicado distribuído à imprensa.

A nota foi divulgada em reação à reportagem de Zero Hora que descreveu detalhes da reunião ocorrida entre a direção do PDT e do PT, realizada segunda-feira (16). Na ocasião, pela primeira vez, o PT abriu a guarda para a possibilidade de abrir mão da cabeça de chapa em benefício de Juliana. Todavia, a cúpula ficou irritada com o vazamento da conversa e sofreu forte pressão interna pela manutenção da candidatura de Edegar.

Na manhã desta quarta (18), Valdeci afirmou em entrevista à rádio Novo Tempo, de Santo Antônio das Missões, que iria cancelar a nova reunião com o PDT, marcada para o dia 25 de março. Avisado do desejo de Valdeci de cancelar o encontro, Edinho respondeu:

— O PDT é parceiro fundamental na construção dos palanques do presidente Lula no país. Não considerar que o mais importante é a vitória do presidente Lula, não considerar a diversidade política brasileira, seria um etnocentrismo político inaceitável, seria um erro primário do PT no Estado.

Como exemplo da busca do PT por palanques unificados em todo o país, Edinho citou reunião realizada nesta tarde em Brasília com os presidentes nacionais do PDT, Carlos Lupi, e do PSB, João Campos. Após a conversa, os três posaram para uma foto publicada nas redes sociais.

— Essa reunião reafirmou que os três partidos estarão juntos em palanques unificados — reforçou Edinho.

Para o dirigente, a prioridade total das siglas progressistas precisa ser a conquista de um novo mandato para Lula. Segundo Edinho, a reeleição do presidente significa reequilibrar a correlação de forças da América Latina e do mundo diante de vitórias de políticos de extrema-direita, como Javier Milei na Argentina, José Kast no Chile e Donald Trump nos Estados Unidos.

— Por mais que o Rio Grande do Sul seja fundamental na política nacional, a tática eleitoral do Estado não pode ser maior que a construção da política de alianças no Brasil — argumenta Edinho.

No PT gaúcho, a principal preocupação ante eventual apoio a Juliana Brizola é de que ocorra desmobilização da militância após a realização de encontros regionais para escolha da candidatura e do lançamento de caravanas pelo Estado. O partido também se ressente de tirar Edegar da disputa após ele ficar a apenas 2.441 votos de ir para o segundo turno nas eleições para o governo do Estado em 2022. Desde então, ele tem se dedicado à construção de uma nova candidatura.

Edinho elogia a trajetória de Edegar, mas prega disciplina partidária e obediência à orientação da política nacional de alianças do PT.

— O Edegar é uma grande liderança. Ele é um dirigente, é um militante exemplar, ele sabe que a hora é de prevalência do projeto nacional. A reeleição do presidente Lula é o centro — afirma o presidente nacional do PT.

Fonte: GZH