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Psol anuncia apoio crítico a Juliana Brizola na disputa pelo governo do RS

Partido afirma que não integrará eventual gestão e apresenta condições para aliança contra a extrema direita

Pré-candidatos Paulo Pimenta (Senado pelo PT), Juliana Brizola (governadora pelo PDT), Manuela D’Ávila (Senado pelo Psol) e Edegar Pretto (vice-governador pelo PT) | Crédito: Erickson Campos / Divulgação

O diretório estadual do Psol confirmou, em reunião realizada na terça-feira (21), o apoio crítico à pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao governo do Rio Grande do Sul. A decisão, segundo o partido, ocorre após uma série de debates internos entre correntes e coletivos.

A formalização do apoio deve ocorrer nesta quarta-feira (22), em encontro entre lideranças do Psol e a pré-candidata. Na ocasião, o partido pretende apresentar um conjunto de pontos programáticos considerados mínimos para a campanha e para um eventual governo. Entre as pautas estão o combate às privatizações, a valorização dos serviços públicos e a adoção de políticas de prevenção a desastres.

“São reivindicações básicas para que possamos enfrentar conjuntamente esse processo eleitoral e derrotar a extrema direita, que, se chegar ao governo, vai causar um estrago enorme ao nosso Estado”, afirmou Gabrielle Tolotti, presidenta estadual do Psol.

A reunião também confirmou o nome de Manuela D’Ávila como pré-candidata ao Senado na chapa, que reúne ainda PDT, PT, PCdoB, PV, Rede e PSB.

Segundo o vereador Roberto Robaina, presidente municipal do Psol, o apoio crítico implica engajamento da militância durante o processo eleitoral, mas preserva a independência política do partido. A estratégia, de acordo com ele, busca evitar um cenário semelhante ao de 2022, quando a disputa de segundo turno ocorreu entre candidaturas identificadas com a direita e a extrema direita, hoje representadas por Luciano Zucco (PL) e Gabriel Souza (MDB).

“Nosso compromisso é derrotar a extrema direita e, num primeiro momento, fazer com que a chapa chegue ao segundo turno. Mas sabemos que um governo do PDT não será um governo dos trabalhadores nem de esquerda. Então, não reivindicamos espaço nele. Vamos seguir lutando por um governo de esquerda”, declarou Robaina.

Articulação nacional definiu composição da chapa
A definição da chapa com Juliana Brizola e Edegar Pretto (PT) foi resultado de negociações conduzidas pela direção nacional do PT, com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Inicialmente, o diretório estadual defendia candidatura própria de Pretto ao governo, mas a orientação nacional priorizou a construção de uma frente ampla no estado.

A decisão de indicar Pretto como vice ocorreu após diálogo entre lideranças partidárias e articulação voltada à consolidação de alianças no campo progressista. A composição também integra a estratégia de fortalecimento de um palanque no Rio Grande do Sul alinhado ao projeto nacional, com vistas à reeleição de Lula em 2026.

Fonte: Brasil de Fato RS