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Pesquisa Quaest: Juliana Brizola aparece liderando cenários de 1º e 2º turnos no RS

Zucco aparece tecnicamente empatado com a candidata trabalhista no cenário estimulado de primeiro turno; Brizola lidera na simulação de segundo turno.

Juliana Brizola e Luciano Zucco lideram pesquisa para o governo do Rio Grande do Sul / Imagem: Diego F. Silveira/Wikimedia Commons e Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Na manhã desta quinta-feira (30), foi publicada a primeira edição da pesquisa Quaest, que mapeia o cenário eleitoral antes das eleições em outubro deste ano, com as intenções de voto para o Governo do Estado após a desistência de Edegar Pretto (PT). Agora com apenas cinco pré-candidatos, Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) disparam nas pesquisas e se posicionam como os dois principais nomes na corrida pelo Piratini.

No primeiro turno, Brizola aparece na frente de Zucco, com 24% das intenções de voto contra 21% do candidato do PL. Contudo, o resultado indica um empate técnico entre os dois. Gabriel Souza (MDB), atual vice-governador, fica muito atrás da dupla, com apenas 6% dos votos.

O resultado do primeiro turno que mais chama a atenção é a indecisão. Dos 1.104 entrevistados ouvidos pela pesquisa, 34% disseram não terem se decidido sobre qual candidato apoiar, enquanto outros 12% afirmaram que votarão em branco ou não irão votar. A indecisão também é um fator nos cenários do segundo turno, novamente registrando índices altos.

Juliana Brizola, no segundo turno, abre vantagem em relação aos demais. Em um embate direto entre os dois principais nomes dessa eleição, a candidata do PDT vence com 35% das intenções de voto para os 27% de Zucco. Contra Gabriel Souza, os mesmos 35% dos votos contra 17% do vice-governador. Caso passem para o segundo turno Gabriel e Zucco, o candidato do PL vence por 28% a 20%.

Primeiro turno
Veja os números da pesquisa estimulada, quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados:

Juliana Brizola (PDT): 24%
Luciano Zucco (PL): 21%
Gabriel Souza (MDB): 6%
Marcelo Maranata (PSDB): 2%
Rejane Oliveira (PSTU): 1%
Indecisos: 34%
Branco/nulo/não vai votar: 12%

Veja os números da pesquisa espontânea, quando os nomes dos pré-candidatos não são apresentados aos entrevistados:

Luciano Zucco (PL): 7%
Juliana Brizola (PDT): 4%
Gabriel Souza (MDB): 1%
Marcelo Maranata (PSDB): 1%
Outros: 2%
Indecisos: 84%
Branco/nulo/não vai votar: 1%

Quando questionados se a escolha de voto para governador é definitiva, 30% dos entrevistados afirmaram que sim, enquanto 68% disseram que podem mudar a escolha caso algo aconteça. Outros 2% não souberam ou não responderam.

Segundo turno
A Quaest fez também três simulações de segundo turno. Confira os números:

Cenário 1

Juliana Brizola: 35%
Luciano Zucco: 27%
Indecisos: 24%
Branco/nulo/não vai votar: 14%

Cenário 2

Juliana Brizola: 35%
Gabriel Souza: 17%
Indecisos: 29%
Branco/nulo/não vai votar: 19%

Cenário 3

Luciano Zucco: 28%
Gabriel Souza: 20%
Indecisos: 31%
Branco/nulo/não vai votar: 21%

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 1.104 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 24 e 28 de abril. A margem de erro é de três pontos porcentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro da pesquisa no TSE é RS-03000/2026.

Continuidade x mudança e peso dos apoios políticos
Para 23% dos ouvidos, o novo governador deveria ser um aliado de Lula. Outros 28% preferem um aliado a Jair Bolsonaro (PL) e 45% consideram um independente a melhor opção.

Segundo a Quaest, 17% dos eleitores gaúchos consideram que o próximo governador deve continuar o trabalho que vem sendo feito. Outros 47% defendem mudar o que não está bom e 33% desejam uma mudança total.

Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, os dados refletem um cenário “ainda muito inicial” na disputa para o governo do Estado.

— A eleição no Rio Grande do Sul parece ainda muito inicial. O percentual de desinformação sobre as alianças políticas é uma evidência disso. Apenas 20% dizem que a Juliana é a candidata do Lula, só 27% acham que Bolsonaro apoia Zucco e 14% que Leite vai apoiar Gabriel. E nada mais do que 68% dizem que ainda podem mudar suas opções de voto caso algo aconteça durante a eleição. É uma indefinição robusta. Um cenário muito aberto — analisa.

Fonte: Sul 21 e GZH