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Estado entrega licença de operação à primeira indústria de fosfato

Empresa vai produzir na região da Campanha fertilizantes que hoje são importados

Gabriel e secretária do Meio Ambiente receberam representantes da Águia Fertilizantes no Palácio Piratini. (Foto: Rodrigo Ziebell / Divulgação)

Com o governador Eduardo Leite em viagem aos Estados Unidos, coube ao vice, Gabriel Souza, e à secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, entregar, na sexta-feira (15) a licença de operação para a primeira unidade de produção de fosfato no Brasil. Hoje, todo o fosfato usado nas lavouras gaúchas é importado, especialmente da Rússia e da Ucrânia.

A licença à Águia Fertilizantes, responsável pelo projeto Fosfato Três Estradas, em Caçapava do Sul, havia sido concedida há três anos, mas o Ministério Público Federal recorreu à Justiça para embargar o projeto. Agora, o governo conseguiu provar que tudo foi feito dentro da lei e a empresa, que já investiu R$ 230 milhões, poderá começar a operar ainda este ano.

A expectativa da empresa é produzir cerca de 70 mil toneladas ainda em 2026, chegando a 150 mil toneladas no próximo ano. Em uma segunda etapa, prevista para 2027, a Águia Fertilizantes iniciará a implantação de um novo complexo industrial junto à mina de Três Estradas, em Lavras do Sul, ampliando a capacidade produtiva para até 300 mil toneladas anuais de fertilizantes fosfatados.

— O Rio Grande do Sul possui riquezas naturais importantes e uma das principais delas é o fosfato, insumo essencial para o agronegócio. Esse investimento representa um avanço para que o Estado comece a produzir aqui um produto estratégico, reduzindo a dependência de importações, os custos para os produtores e os impactos de um cenário geopolítico internacional cada vez mais complexo — disse Gabriel diante dos investidores.

O deputado Ernani Polo, ex-secretário de Desenvolvimento, acompanhou a entrega da licença.

A Águia Fertilizantes gera hoje 80 empregos diretos. Com o início da operação da mina, o número deve chegar a 110 empregos, podendo ultrapassar 150 postos de trabalho com a entrada em operação da nova fábrica prevista para os próximos anos.

Fonte: Rosane de Oliveira – GZH