Felipe Neto chora após divulgação de solidariedade do escritor Paulo Coelho. Jovem vem recebendo ameaças de morte por parte de bolsonaristas.
Paulo Coelho e Felipe Neto
“Ele poderia ser nosso filho. Nosso Felipe. Nosso Neto. Está contra a censura, a intolerância e a barbárie. Está do lado da diversidade, da liberdade de expressão e da literatura. Está do nosso lado. E nós estamos com ele”.
As palavras acima são de Paulo Coelho, o escritor brasileiro que mais vende livros no mundo, e foram publicadas nesta segunda-feira (16) no Twitter acompanhadas de uma imagem.
“Não brinca com milicianos. Está fazendo o certo, mas não se exponha. Qualquer coisa pode vir até aqui – Genebra Suíça é super vigiada por causa dos muitos corpos diplomáticos. Se precisar, me acione por DM”, continuou o escritor, convidando Felipe para se refugir na capital da Suíça.
Ao compartilhar a mensagem solidária de Paulo Coelho, o jovem admitiu que se emocionou: “Chorei e é verdade”.
Mais cedo, Felipe Neto relatou estar sofrendo ameaças desde que se opôs ao prefeito do Rio, Marcelo Crivella, distribuindo 14 mil livros com a temática LGBT após o prefeito mandar recolher exemplares de uma revista em quadrinhos que mostrava um beijo entre dois homens. A mãe do youtuber já saiu do Brasil.
Desde então, o assunto virou um dos temas mais comentados do Twitter e uma rede de solidariedade foi criada em apoio a Felipe Neto, com milhares de manifestações.
“Quem são eles que ameaçam Felipe Neto? Milicianos virtuais que operam na covardia da dúvida. Toda ameaça é ameaça. É precisa ser levada a sério pela polícia e pelo Estado. Uma democracia não pode tolerar uma regime permanente de intimidação por covardes cidadãos de bem”, publicou em suas redes a professora da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora Débora Diniz, que deixou o Brasil após sofrer fortes ameaças pela sua atuação em defesa da legalização do aborto no Supremo Tribunal Federal (STF).
Guilherme Boulos, líder do MTST e candidato à presidência pelo PSOL em 2018, também lamentou o episódio e cobrou um atuação do Ministério da Justiça, comandado por Sérgio Moro. “Por que Moro não atua contra a rede bolsonarista de ameaças criminosas no mesmo ritmo que encontrou o ‘hacker de Araraquara’? Todo apoio ao Felipe Neto”, disse.





