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Tacla Duran garante que defesa de Lula foi cerceada

Veja na íntegra o depoimento de Tacla Duran

 

 
 

“Não querem me ouvir porque têm medo do que eu tenho a dizer”. A afirmação é do ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran durante audiência, nesta terça-feira, na Câmara dos Deputados, ao se referir que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba (PR), teve seu direito de defesa cerceado, porque o testemunho dele foi negado.

Em seu depoimento, por videoconferência na Espanha, onde vive, ele afirmou que não vão deixá-lo falar em nenhum processo porque ele revela o esquema de venda de proteção na Operação Lava Jato, da Polícia Federal.. Tacla também citou um nome ligado a Sérgio Moro, o advogado Zucolotto, que também venderia proteção na Lava Jato.

Em novembro do ano passado, Duran disse que à CPMI da JBS que Zucolotto lhe ofereceu reduzir sua multa de US$ 15 milhões para US$ 5 milhões se o pagamento fosse feito em uma conta bancária em Andorra. “Percebi que as preocupações eram estritamente financeiras", disse o advogado” O advogado disse não ter conhecimento de uma eventual investigação acerca do pagamento.

De acordo com Tacla, todos precisam conhecer o lado obscuro de Moro. Afirmou que entre outras críticas a Moro, o cerceamento ao direito de defesa é um dos métodos do juiz de Curitiba. “Desde 2016 quando me apresentei à força tarefa da Lava Jato para dizer que era advogado da Odebrecht sou tratado como criminoso. Nunca apresentaram provas contra mim. Aqui na Espanha já arquivaram acusações contra mim por falta de provas", acrescentou.

Segundo o advogado, “a operação Lava Jato se tornou um polo de poder político capaz de moer reputações, de destruir empresas e instituições”. “Digo isso com tranquilidade, pois jamais fui filiado ou militei em qualquer partido político”, acrescentou".

“A operação Lava Jato se tornou um polo de poder político capaz de moer reputações, de destruir empresas e instituições. Digo isso com tranquilidade, pois jamais fui filiado ou militei em qualquer partido político”, declarou ainda.

Em dois depoimentos, um à CPI da JBS e outro à defesa do ex-presidente Lula, Rodrigo Tacla Duran mostrou documentos que não conferem com os que teriam sido obtidos no sistema eletrônico de contabilidade da Odebrecht. Portanto, colocou em xeque a veracidade de provas apresentadas pela Odebrecht a partir dos sistemas Drousys e MyWebDay – largamente utilizados pela Lava Jato. Essa diferença pode indicar que houve alteração nos documentos. Tacla Duran submeteu esses documentos a uma perícia na Espanha, onde mora, e a autenticidade foi atestada. Mas uma perícia não foi feita pela Polícia Federal no Brasil.