Confira os principais eventos que marcaram o ano de 2017
Este ano foi marcado por atentados, aumento no número de desastres naturais e uma onda de revelações de assédio sexual. Confira abaixo uma lista dos principais pontos que marcaram o ano de 2017.
Atentado em boate turca
(Foto: Flickr/Ayla)
Na madrugada de Ano Novo, uma boate em Istambul, na Turquia, foi alvo de um atentado terrorista. Um homem armado invadiu a casa noturna Reina, que fica às margens do estreito de Bósforo, e disparou contra as pessoas, deixando 39 mortos e 69 feridos. Pelo menos 600 pessoas estavam na casa noturna e a maioria das vítimas era estrangeira.
Após o ataque, o grupo jihadista Estado Islâmico (Isis) reivindicou a autoria do ataque. Em um comunicado divulgado nas redes sociais, o grupo terrorista informou que o autor do atentado teria utilizado granadas e uma arma de fogo contra os clientes da boate. O presidente turco Recep Tayyip Erdogan chegou a afirmar que o ataque tinha como objetivo “semear o caos no país”.
Na época, a polícia turca chegou a prender pelo menos 16 pessoas suspeitas de estarem envolvidas no massacre. Mas em 16 de janeiro, o uzbeque Abdulkadir Masharipov, principal suspeito de ser o autor do ataque, foi detido pelas autoridades. Os policiais tratavam Masharipov, cujo nome de guerra no Isis era Ebu Muhammed Horasani, como um assassino experiente.
A mídia local havia alertado dias antes que os Estados Unidos teriam avisado a Turquia sobre planos de um atentado durante as festas de Ano Novo. Com isso, Mehmet Kocarslan, proprietário da boate, teria reforçado a segurança da casa noturna naquela madrugada.
Rebeliões em presídios
(Foto: Reprodução/Youtube)
Em janeiro deste ano, uma série de rebeliões expôs a crise penitenciária do país. A primeira delas foi iniciada logo no primeiro dia do ano, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. O motim deixou 60 mortos e dezenas de feridos no presídio.
Manaus ainda registrou duas rebeliões naquela semana – uma na Unidade Prisional de Puraquequara (UPP), que deixou quatro mortos, e outra na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, que também deixou quatro mortos – e uma tentativa de fuga no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat).
Além da capital amazonense, Roraima também presenciou cenas de selvageria entre presidiários. Foram 33 detentos assassinados em um confronto na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista.
Tanto em Manaus como em Boa Vista, as rebeliões foram provocadas por uma guerra entre as facções Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, e a Família do Norte (FDN), do Amazonas, que é aliada do Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro. Em outubro de 2016, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, havia alertado para a possibilidade de conflitos dentro e fora dos presídios do país, devido ao rompimento da aliança entre o PCC e o CV.
Os motins, no entanto, não ficaram restritos à região Norte do país. Duas semanas depois do massacre em Manaus, foi iniciada uma rebelião na Penitenciária de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte. O confronto entre membros do PCC e do Sindicato do Crime no presídio deixou pelo menos 26 mortos. Além disso, uma série de detentos fugiu do presídio levando os confrontos para as ruas, e chegaram até a ameaçar de morte o governador Robinson Faria (PSD).
O que mais chamou a atenção nesses conflitos foi a violência dos assassinatos, em que muitos foram decapitados ou carbonizados. Tendo em vista a situação crítica, a Força Nacional foi convocada para reforçar a segurança desses presídios. Além disso, também foi levantado na época o debate sobre a superlotação das penitenciárias do país. O ministro Alexandre de Moraes chegou a defender mudanças na Lei de Execuções Penais, propondo que crimes graves praticados com violência tivessem penas agravadas e delitos sem violência ou grave ameaça tivessem penas mais brandas, a fim de desafogar o sistema carcerário.
Surto de febre amarela
Reprodução/EPTV
Em janeiro deste ano, teve início no Brasil o maior surto de febre amarela no país desde o ano 2000. Até o dia 27 de janeiro, 88 pessoas tinham sido diagnosticadas com a doença e 43 morreram em diferentes estados. A pior situação era em Minas Gerais, onde a Secretária de Estado de Saúde confirmou 84 casos.
Até julho deste ano, foram 777 casos registrados, superando o total de 1980, quando as estatísticas da doença começaram. O surto levou o Brasil a iniciar uma grande campanha contra a febre amarela, com vacinação reforçada em diferentes cidades, principalmente aquelas que estavam no entorno dos locais onde foram registrados casos da doença.
Morre Teori Zavascki

Em 19 de janeiro deste ano, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF) morreu, aos 68 anos, em um acidente aéreo, em Paraty, município localizado no sul do Rio de Janeiro.
Análises feitas nos registros da cabine pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, o Cenipa, apontaram como causa do acidente desorientação espacial do piloto Osmar Rodrigues no momento em que se preparava para pousar. A desorientação teria ocorrido por conta da chuva.
Nas conversas gravadas, Rodrigues teria indicado a outro piloto que estava decolando da pista de Paraty que faria uma manobra para esperar uma melhor visibilidade para o pouso. No entanto, o avião acabou se chocando com a água.
Zavascki era relator dos processos da Operação Lava Jato no STF e sua morte gerou incerteza em relação ao andamento das investigações. Em 22 de março, Alexandre de Moraes foi alçado a ministro do tribunal. Ele ocupou a cadeira de Zavascki e herdou os processos da Lava Jato. Em fevereiro deste ano, a relatoria passou para o ministro Edson Fachin.
Transição Obama-Trump
(Foto: Wikimedia)
Em 20 de janeiro deste ano, Barack Obama encerrou seu segundo e último mandato como presidente dos Estados Unidos e passou a gestão do país para Donald Trump, eleito em novembro de 2016.
Trump chegou à Casa Branca com um recorde: o presidente com o menor índice de aprovação a assumir a presidência. Ele assumiu com apenas 40% de aprovação. Para ter uma ideia, Obama assumiu a presidência, em 2009, com 84% de aprovação.
Trump assumiu após vencer uma das mais acirradas eleições presidenciais da história dos EUA, que, entre outras coisas, contou com a polêmica dos e-mails de Hillary Clinton e acusações de intervenção russa a seu favor. Já na primeira coletiva de imprensa, Trump mostrou como seria sua relação com a mídia. Ele se recusou a responder um repórter da CNN e acusou a rede de reproduzir “notícias falsas”.
Nos primeiros dias de sua gestão, ele se dedicou a revogar as ações de Obama. Na área da saúde, o governo Trump tentou, sem sucesso, revogar o que ficou conhecido como Obamacare, já que esta era uma promessa de campanha. Na área da diplomacia, ele interrompeu a reaproximação dos EUA com Cuba e se posicionou contra o acordo nuclear com o Irã, sendo estas duas conquistas do governo Obama. Já na área ambiental, ele retirou os EUA do acordo climático de Paris, medida criticada por inúmeros países.
Morre Marisa Letícia
Foto: Reprodução/Agência Brasil
No início de fevereiro, a ex-primeira dama Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula, morreu por complicação em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico provocado pelo rompimento de um aneurisma. O AVC de Marisa Letícia ocorreu no dia 24 de janeiro, quando foi internada às pressas no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
A morte cerebral da ex-primeira dama foi constatada no dia 3 de fevereiro, e sua família autorizou a doação de seus órgãos. O corpo de Marisa Letícia foi cremado no dia 4 de fevereiro, após o velório no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, São Paulo.
Morte de Kim Jong-nam
(Foto: Toshifumi Kitamura / AFP)
Em 13 de fevereiro, Kim Jong-nam, meio irmão do líder norte-coreano Kim Jong-un, foi envenenado no aeroporto internacional de Kuala Lampur, na Malásia. Kim Jong-nam, que costumava viajar com passaportes falsos, usava um sob o nome de Kim Chol. Ele morreu no caminho para o hospital.
As autoras do crime foram Siti Aisyah, de 25 anos, proveniente da Indonésia, e a viatnimita Doan Thi Huong, 28 anos. Segundo a polícia da Malásia, foi usado o Agente Nervoso VX, classificado como uma arma de destruição em massa pela ONU. As mulheres afirmaram à polícia que foram enganadas e que acreditavam estar participando de um programa televisivo de pegadinhas.
Kim Jong-nam iria para Macau, onde viveu os últimos anos. Em 2001, ele usou um documento da República Dominicana para entrar no Japão, alegando aos oficiais de imigração que planejava visitar a Disneylândia, em Tóquio. A situação envergonhou seu pai e antigo líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il, fazendo com que Kim Jong-nam fosse exilado. Ele viveu em Macau, China e Cingapura.
Segundo o governo da Coreia do Sul, o assassinato era parte de um plano de cinco anos de Kim Jong-un, que já matou várias autoridades no passado por traição. Apesar de Kim Jong-nam já ter dito em coletiva de imprensa que não queria assumir o governo da Coreia do Norte, especialistas acreditam que Kim Jong-un se sentia ameaçado pelo fato do meio-irmão ser mais velho, tendo, assim, direito ao cargo.
Atropelamento na ponte Westminster, em Londres
(Foto: Twitter)
Em 22 de março, um homem, identificado como Khalid Masood, de 52 anos, atropelou pedestres na ponte Westminster, em Londres. Em seguida, ele derrubou uma grade em frente ao Parlamento, entrou nos jardins do Old Palace Yard e matou um policial com uma faca de cozinha. Outros policiais revidaram, executando o agressor a tiros.
No total, quatro pessoas foram mortas, incluindo Masood, e outras 40 ficaram feridas. Oito pessoas foram presas.
Explosão no metrô de São Petersburgo, na Rússia
(Foto: Twitter)
No dia 3 de abril, uma explosão num vagão de metrô em São Petersburgo, na Rússia, deixou 11 mortos e mais de 40 feridos. A bomba explodiu entre as estações de Sennaya Ploshchad e Tekhnologichescky Institut, no centro da cidade.
Além da bomba que explodiu no vagão, também havia um artefato caseiro na estação de metrô da Praça Vosstaniya, mas ele foi neutralizado. O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, declarou que a explosão havia sido um ato de terrorismo.
Fim do Ciência sem Fronteira
(Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil)
Em 4 de abril, o Ministério da Educação (MEC) encerrou o programa Ciência Sem Fronteiras, que pagava bolsas de estudos em cursos de graduação em universidades no exterior.
Segundo o MEC, o custo para manter o programa era muito alto, podendo ser usado em outras finalidades. Em 2015, o Ministério gastou R$ 3,7 bilhões para enviar 35 mil bolsistas para o exterior. Segundo o ministro da pasta, Mendonça Filho, essa quantia poderia pagar a merenda escolar de 39 milhões de alunos da educação básica.
Criado pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff em 2011, o Ciência Sem Fronteiras não selecionava bolsistas desde 2014, no seu último edital. No entanto, na época do cancelamento, ainda havia pelo menos 4 mil bolsistas remanescentes deste edital no exterior e visitantes no Brasil.
Depoimento de Lula a Moro
(Foto: Facebook)
No dia 10 de maio, o ex-presidente Lula prestou depoimento ao juiz federal Sérgio Moro. O depoimento era referente à reforma de um apartamento triplex no Guarujá, litoral de São Paulo.
Lula foi acusado de receber R$ 3,7 milhões em propina da empreiteira OAS por meio de reformas em um apartamento triplex no Guarujá, no litoral de São Paulo. Em troca, a empresa seria favorecida em contratos.
O depoimento ganhou contornos midiáticos e durou cinco horas. Lula afirmou que visitou o apartamento, mas não teve interesse em comprar o imóvel. O ex-presidente também respondeu perguntas do juiz, da assistência de acusação e de procuradores do Ministério Público Federal.
Em suas considerações finais, Lula disse ser alvo de uma “caçada jurídica” do Ministério Público e da imprensa. “Se eu cometi um crime, prove que eu cometi um crime, apresente à sociedade e o Lula será punido tanto quanto qualquer cidadão como eu é punido. Um juiz, um presidente, um desembargador, todo mundo é punido. Mas, pelo amor de Deus, apresentem uma prova. Chega de disse me disse”, declarou Lula.
Gravação da JBS

Em 17 de maio deste ano, áudios entregues pelos irmãos Wesley e Joesley Batista à Procuradoria-Geral da República (PGR) arrastaram o presidente Michel Temer para o centro de um escândalo.
Nos áudios, Temer aparece supostamente dando aval a Joesley para comprar o silêncio de Eduardo Cunha, preso na Operação Lava Jato. A conversa foi gravada no dia 7 de março deste ano, em um encontro entre Temer e Joesley no Palácio do Jaburu. Na gravação, o dono da JBS relatou a Temer que estava dando uma mesada a Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro, presos no ano passado, em troca do silêncio de ambos. Joesley diz que estava se esforçando “para ficar de bem com o Eduardo [Cunha]”, no que Temer responde “Tem que manter isso, viu?”.
A gravação foi usada como base para a delação da JBS, que resultou em duas denúncias contra Temer, ambas barradas na Câmara. Meses depois, a delação foi posta em xeque após áudios gravados e entregues pelos irmãos Batista revelarem que ambos tentaram manipular o acordo de delação e omitir crimes. O caso ainda corre na Justiça.
Chelsea Manning é libertada
(Foto: Wikimedia)
A militar americana transexual Chelsea Manning, que vazou milhares de documentos sigilosos do governo dos Estados Unidos para o site WikiLeaks, foi solta de uma prisão militar masculina no Kansas, em 17 de maio deste ano, após cumprir sete anos de prisão. Manning estava presa desde maio de 2010 e teria que cumprir 35 anos de prisão.
Durante o cumprimento da pena, Manning travou uma batalha legal para ser tratada como mulher, ganhando o direito de receber tratamento hormonal, mesmo ainda sendo submetida ao corte de cabelo masculino padrão e códigos de vestimenta masculinos. O ex-presidente Barack Obama, em seus últimos dias, em janeiro, concedeu clemência a militar, o que possibilitou sua saída da prisão.
Apesar de ser solta, Manning ainda enfrenta desafios legais. A sua sentença de 2013 permanece em vigor. Ou seja, mesmo em liberdade, Mannning deve continuar lutando para que sua sentença seja derrubada.
Explosão em show em Manchester, no Reino Unido
(Foto: Reprodução/Reuters)
No dia 22 de maio, uma explosão do lado de fora da arena, onde a cantora americana Ariana Grande se apresentava, em Manchester, no Reino Unido, matou pelo menos 22 pessoas e feriu outras 116. A explosão ocorreu no fim do show, quando as pessoas, a maioria meninas adolescentes, se preparavam para deixar o local.
O Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque. A explosão foi provocada pelo suicida Salman Abedi, de 22 anos. Nascido em Manchester, sua família era de origem líbia. A polícia prendeu outras oito pessoas suspeitas de envolvimento com o ataque. O pai e o irmão mais novo de Abedi foram detidos na Líbia.
Chuvas no Nordeste deixam 8 mil famílias desabrigadas
(Foto: Pei Fon/ Secom Maceió)
Em 29 de maio, fortes chuvas assolaram a região do Nordeste do Brasil. Seis pessoas morreram, sete foram dadas como desaparecidas e cerca de 8 mil famílias ficaram desabrigadas na zona da mata e agreste de Pernambuco, norte de Alagoas e na região metropolitana de Maceió. As chuvas causaram grandes alagamentos e deslizamentos de terra.
Atropelamento em Londres
(Foto: Reprodução/Google)
No dia 3 de junho, pelo menos sete pessoas morreram e 30 ficaram feridas em um ataque em Londres. Três homens, que estavam numa van branca, atropelaram entre 15 e 20 pessoas na London Bridge. Em seguida, ao agressores saíram da van e pelo menos um deles atacou clientes do Borough Market com uma faca.
A polícia matou os três agressores cerca de oito minutos depois de receber a primeira chamada de emergência. O Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque.
Embargo econômico e diplomático ao Ca





