08/09/2017 17:14:15
POR: DANIELLE FONSECA / AGÊNCIA CMA
São Paulo – A Gerdau negou que ela ou o presidente do seu conselho consultivo, Jorge Gerdau Johannpeter, tenham feito qualquer pleito ou conduta irregular.
Hoje, o Supremo Tribunal Federal (STF) retirou o sigilo da denúncia, no âmbito da Operação Zelotes, contra o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que teria alterado o texto da medida provisória (MP) 627, de 2013, para beneficiar a companhia. O senador e o executivo foram acusados por corrupção passiva e ativa.
Em nota enviada à imprensa, a Gerdau afirmou que a sua atuação foi “legítima”, buscando a “defesa do setor industrial brasileiro, com o aprimoramento do texto legal e a redução dos litígios”. Segundo a companhia, a legislação em questão gerava insegurança jurídica há mais de dez anos em razão da injusta bitributação do Imposto de Renda. Por isso, atuou na época junto a entidades industriais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), para discutir sobre a MP 627/13.
A Gerdau ainda afirmou que todas as doações eleitorais realizadas pela empresa ocorreram “rigorosamente de acordo com a legislação em vigor à época” e não com o objetivo de contrapartidas pessoais ou empresariais.
Por fim, a empresa disse que irá se defender “firmemente”, em todas as instâncias processuais. Na decisão para retirada do sigilo, o ministro do STF, Edson Fachin, deu 15 dias para que Jucá e o executivo da Gerdau se pronunciem a respeito.
Edição: Eduardo Puccioni (e.puccioni@cma.com.br)




