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Polícia Federal realiza operação contra a pedofilia no Rio Grande do Sul e em mais 13 Estados

A PF (Polícia Federal) deflagrou, no início da manhã desta terça-feira (25), a segunda fase da Operação Glasnost, que investiga a exploração sexual de crianças e o compartilhamento de pornografia infantil na internet. Os agentes cumprem mandados em 51 cidades de 14 Estados brasileiros.

Foram expedidos três mandados de prisão preventiva, 72 de busca e apreensão e dois de condução coercitiva – quando a pessoa é levada para prestar depoimento. Até as 8h50min, 23 pessoas tinham sido presas, sendo 20 em flagrante e três preventivas. As preventivas foram cumpridas em Paranapanema e Guarujá, em São Paulo, e Santarém, no Pará.

Segundo a PF, a investigação teve como base o monitoramento de um site russo utilizado como uma espécie de “ponto de encontro” de pedófilos do mundo todo. Os investigados produziam e armazenavam fotos e vídeos de crianças, adolescentes e até mesmo de bebês com poucos meses de vida, muitos deles sendo abusados sexualmente por adultos, e as enviavam para contatos no Brasil e no exterior.

As ordens judiciais são cumpridas no Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Ceará, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Piauí, Pará e Sergipe.

A PF disse ainda que as investigações resultaram na identificação de centenas de usuários, brasileiros e estrangeiros, que compartilhavam pornografia infantil na internet, bem como de diversos abusadores sexuais e produtores de pornografia infantil, tendo sido identificadas, ainda, várias crianças vítimas de abuso.

Primeira fase

A primeira fase da operação foi deflagrada em novembro de 2013. Na época, foram cumpridos 80 mandados judiciais e realizadas 30 prisões em flagrante por posse de pornografia infantil. Também foram identificados e presos diversos abusadores sexuais, bem como resgatadas vítimas, com idades entre 5 e 9 anos.

O nome da operação

O nome da operação é uma referência ao termo russo que significa transparência. “A palavra foi escolhida porque a maior parte dos investigados utilizava servidores russos para a divulgação de imagens de menores na internet e para realizar contatos com outros pedófilos ao redor do mundo”, explicou a PF. (AG)