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Rebelião no presídio de Três Passos acaba com detento morto e policial militar ferido

Rebelião no presídio de Três Passos acaba com detento morto e policial militar ferido

 

A terça-feira de Carnaval (28), foi marcada por uma rebelião de detentos na penitenciária estadual de Três Passos. Um preso acabou morto durante o motim e um policial militar ficou ferido em uma das mãos. Por volta das 13 horas, os ocupantes do local protestavam e começaram a atear fogo em colchões, além de promover vandalismo, quebrando acessos aos pátios, danificando ventiladores e câmeras de monitoramento e tentando empreender fuga coletiva.

Equipes da Brigada Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Samu e Susepe foram mobilizadas para garantir a ordem, controlar focos de incêndio e socorrer possíveis feridos. Inclusive houve o reforço do pelotão de operações especiais da Brigada Militar de Santa Rosa e do grupo de operações especiais da Susepe.

Policiais militares tiveram de disparar com balas de borracha contra os detentos e também jogaram bombas de efeito moral em um dos pátios internos, para buscar conter a rebelião. Um dos presidiários foi morto. Leomar de Vargas, de 29 anos, originário de Coronel Bicaco, cumpria pena no regime fechado, acusado do crime de estupro, cometido em 2013, contra a própria filha, de apenas 2 anos de idade. As causas da morte do presidiário não foram confirmadas pela Polícia Civil.

Por volta das 16 horas a situação começou a ser controlada. Os detentos envolvidos no confronto foram contidos e alojados no pátio da casa prisional, enquanto os demais foram recolhidos às celas.

Uma negociação pedida pelos detentos teve a participação da juíza substituta da Vara de Execuções Criminais, Sucilene Engler Werle, da comarca de Tenente Portela, do promotor de Justiça de Três Passos, Bruno Bonamente, e do representante da OAB subseção Três Passos, advogado Ricardo Granich.

Na manhã de sábado (25), dois apenados haviam fugido do presídio de Três Passos. De acordo com informações da Brigada Militar, a fuga aconteceu durante o período em que os presos ficam no pátio da casa prisional para banho de sol.

No dia 14 de fevereiro deste ano, o Poder Judiciário deferiu parcialmente o pedido da defensoria pública para interdição do presídio. De acordo com a alegação da defensora Gabriela Bazanella de Oliveira, com uma população carcerária que corresponde a 215% de lotação, falta de higiene e de encaminhamento de saúde, o cenário vivido por mais de 200 detentos em regime fechado estaria ferindo a Lei de Execução Penal.

Conforme atualização de janeiro de 2017 da Susepe, a capacidade de engenharia do presídio é de 114 presos, e há 211 homens nas celas. Após o tumulto de ontem, 15 presos considerados pela Susepe como “liderenças negativas” devem ser transferidos.

(Vinicius Araujo / Jornal Observador)