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Reforma da previdência, debate pelos STRs dia 03 de fevereiro

Estará acontecendo dia 03 de fevereiro, com início às 8:30hs no Auditório da CACIS de Três Passos, pela Associação Regional dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais da Regional Três Passos, o momento em que será discutido dois objetivos: Primeiro – sobre a reforma da Previdência que afeta diretamente os trabalhadores  rurais, trazendo impacto fortes para a sociedade como um todo e principalmente na economia de nossos municípios, a reforma que está tramitando na Câmara Federal através da PEC 287/2016.Segundo – divulgar e repassar informações referente ao 7º Grito de Alerta Missões Fronteira Noroeste a ser realizado no próximo dia 23 de fevereiro de 2017 no município de Santa Rosa, e que terá nessa edição se foco voltado único e exclusivamente para o atual cenário da previdência social. 
Sindicatos de Trabalhadores Rurais  que fazem parte da Associação: Três Passos, Bom Progresso, Crissiumal, São Martinho, Campo Novo, Coronel Bicaco, Braga, Redentora, Miraguaí, Vista Gaúcha, Derrubadas, Barra da Guarita e Esperança do Sul.
É esperado a presença de um  grande número de pessoas ligadas aos sindicatos, imprensa escrita e falada, políticos e público em geral.

Sobre a PEC 287 ela inviabiliza o acesso dos trabalhadores e trabalhadoras rurais à aposentadoria na medida em que eleva a idade de acesso a este benefício para 65 anos e equipara esta mesma idade para homens e mulheres. Isso significa desconhecer a realidade e as condições de trabalho a que são submetidos os agricultores e as agricultoras, cuja expectativa de vida, em muitos municípios, não chega a 70 anos de idade.Não bastasse isso, a PEC 287 ainda traz a exigência de 25 anos de contribuição para acesso à aposentadoria. Qual trabalhador(a) rural assalariado(a) conseguirá comprovar tal período de contribuição ao longo de sua vida laboral já que prevalece no campo contratos de trabalho de curta duração ou de safra? Da mesma forma, exigir contribuição individualizada e mensal dos agricultores e agricultoras familiares para fins de proteção previdenciária, significa excluir milhões desses agricultores do acesso a esse direito. O governo esquece que a renda do agricultor familiar depende das condições climáticas e do resultado da colheita da sua produção, muitas vezes sazonal ou anual, não dispondo os mesmos de renda mensal para contribuir com o sistema nos termos da proposta apresentada.

Se a Reforma da Previdência for aprovada nos termos apresentados pelo governo, é provável que milhares de agricultores(as) familiares, especialmente os(as) jovens, deixem o campo por falta de perspectiva de acesso à proteção previdenciária. Isso vai intensificar o êxodo rural, bem como vai impactar na produção de alimentos básicos que garantem a segurança alimentar da nossa população. É a Agricultura Familiar quem produz mais de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros e brasileiras.